Quanto custa uma diarista em BH? Preços variam quase 30%
O preço médio para contratar o serviço de uma diarista em Belo Horizonte subiu 3,26% nos últimos 12 meses, com a diária passando de R$ 184, em agosto de 2025, para R$ 190 neste mês. A pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro também identificou uma diferença de quase 30% entre os valores praticados na capital mineira.
O levantamento consultou 40 profissionais e agências da área na última quinta (20) e sexta-feira (21), selecionados aleatoriamente em jornais e classificados. O estudo aponta que o aumento ficou abaixo da inflação acumulada no período, próxima de 5%, o que pode indicar uma dificuldade do setor em repassar a alta dos custos aos preços cobrados.
Entre os consultados, 33 já haviam participado da edição anterior da pesquisa. Considerando apenas esse grupo, o valor médio passou de R$ 184,24 para R$ 187,58, o que representa uma alta de R$ 3,34, ou 1,81%. Desse total, 21 mantiveram o mesmo valor, 11 aumentaram o preço e apenas um reduziu o valor cobrado.
O maior aumento foi registrado pela agência Cleaning, cuja diária passou de R$ 180 para R$ 200, uma alta de R$ 20, ou 11,11%. Já a única redução foi registrada pela agência Capricho, com o valor passando de R$ 205 para R$ 200, queda de 2,44%.
O Mercado Mineiro ressalta que os serviços oferecidos podem variar de acordo com as características de cada residência e, por isso, recomenda que as atividades a serem realizadas sejam combinadas previamente com a diarista.
Variação de preços chega a quase 30%
A variação entre o menor e o maior preço praticado chega a 29,41%, com diárias entre R$ 170 e R$ 220. Para apartamentos maiores, o valor pode variar de R$ 250 a R$ 280. Nesses valores, não estão incluídos os custos com transporte e alimentação.
A pesquisa considerou o valor cobrado para a limpeza de um apartamento de três quartos, com aproximadamente 100 metros quadrados (m²), localizado na Zona Sul da Capital e ocupado por um casal com um filho de cinco anos.
O coordenador do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, explica que poucas diaristas incluem o valor da passagem de ônibus na diária, já que esse custo costuma ser cobrado à parte. Ele também ressalta a dificuldade enfrentada pelas profissionais para repassar o aumento dos custos aos preços dos serviços.
“Nós notamos que ano após ano elas não conseguem repassar os aumentos de energia elétrica, aluguel e de alimentação. Isso faz com que elas percam cada vez mais o poder do seu ganho, do seu trabalho, embora seja um trabalho muito importante e requisitado”, destaca.
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