O bilhete premiado
O petróleo prossegue onde sempre esteve, precisamente no centro das atenções do planeta. Agora por conta do aumento das tensões no Oriente Médio, com impacto direto nos preços e nas condições de suprimento, incertezas que parecem longe de ser dissipadas. E neste ambiente, tudo faz crer, melhor sorte para o Brasil que, conforme na quinta-feira (20) comentávamos aqui, vem batendo recordes de produção de óleo bruto e exportando em volume e resultados que não têm antecedentes. E, melhor, com perspectivas muito concretas de avanços ainda maiores em futuro nada distante.
Se o pré-sal responde hoje por 80% da produção brasileira de óleo bruto, garante ao País autossuficiência e a possibilidade de exportação em volumes crescentes, a descoberta de novas descobertas acaba de ser confirmada em águas profundas no Amapá, na chamada Margem Equatorial. A Petrobras anuncia ter identificado presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em águas profundas, prospecções que devem estar concluídas em aproximadamente 20 dias. Para o presidente Lula, que esteve no Amapá para conhecer os novos campos, tudo faz crer que o Brasil acaba de ganhar “mais um bilhete premiado”.
Conforme a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, adiantou na mesma ocasião, ainda é preciso delimitar a descoberta para saber quanto petróleo existe, de fato, na área. Mais três poços deverão ser perfurados, nesta fase, na área e a empresa aguarda as necessárias licenças ambientais para ampliar as prospecções. Apesar das resistências entre ambientalistas, que preferem enxergar na área um santuário ambiental intocável, é dado como certo que as atividades prosseguirão, bancadas pelo otimismo do pessoal envolvido nos trabalhos atuais, repetidos os cuidados ambientais que na área do pré-sal tem permitido que a exploração avance sem qualquer dano relevante. Trata-se, entende o próprio presidente da República, de apenas repetir os mesmos cuidados para igualmente alcançar bons resultados e, quem sabe, sucesso ainda maior.
Avaliações preliminares ou, antes, o simples conhecimento das reservas petrolíferas existentes mais ao Norte, na Venezuela e nas Guianas, dão lastro à certeza de que a Margem Equatorial igualmente acumula reservas de grandes proporções, tanto de óleo quanto de gás. Uma riqueza, portanto, a ser apropriada para o bem do Brasil e dos brasileiros e tendo em conta que no médio prazo as reservas do pré-sal entrarão em processo de esgotamento, alcançando seu pico entre os anos de 2034 e 35. Vale dizer, estamos começando a trabalhar agora para garantir o futuro.
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