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Alta de insumos impacta restaurantes

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Desde o início da pandemia, foram mais de 4 mil estabelecimentos fechados na Região Metropolitana de Belo Horizonte | Crédito: Sergio Moraes/Reuters

Os sucessivos aumentos dos combustíveis e do gás de cozinha estão impactando ainda mais o setor de bares e restaurantes de Minas Gerais, que já enfrenta o encarecimento das carnes, energia elétrica e também queda no número de consumidores. Para lidar com os desafios impostos pela pandemia de Covid-19 e o custo elevado dos insumos, o setor tem ampliado a eficiência e pesquisado fornecedores em busca de preços melhores. 

Na última semana, a Petrobras elevou mais uma vez o preço médio da gasolina e do gás de cozinha nas refinarias em 7,2%. A estatal já havia anunciado, no fim de setembro, a alta de 9% para o diesel.

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De acordo com o presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares de Belo Horizonte e Região Metropolitana (Sindbares), Paulo César Pedrosa, a alta dos insumos tem afetado drasticamente as empresas do setor, dificultando a recuperação diante dos prejuízos gerados com as medidas restritivas para conter o avanço da pandemia de Covid-19. Outro desafio é o repasse dos custos para os consumidores, o que pode gerar redução no número de clientes.

“O aumento dos custos tem afetado muito os bares e restaurantes. Além dos combustíveis e gás de cozinha, enfrentamos altas expressivas nos preços dos hortifrútis, energia elétrica, carnes e outros”, destacou.

Pedrosa explica ainda que o setor passa por um momento muito difícil. Desde o início da pandemia e de todas as medidas de contenção do vírus, o que prejudicou a abertura do setor, foram mais de 4 mil estabelecimentos fechados na RMBH. Os bares e restaurantes seguem, em Belo Horizonte, com restrições no horário de funcionamento e de ocupação por mesas que, somadas ao aumento dos custos, dificultam a retomada.

“As empresas estão tentando recuperar os clientes perdidos, por isso, estamos segurando para não repassar para os preços finais todas as altas que os insumos estão apresentando. Nossa orientação é que os bares repassem o menor valor possível, uma vez que todo aumento gera perdas de clientes”, explicou Pedrosa. 

Com as dificuldades de mercado, Pedrosa diz que os empresários precisam ficar atentos à gestão, evitar desperdícios e fazer pesquisas antes de comprar os insumos. A busca de produtos a preços mais competitivos é vista como uma saída para minimizar os impactos das diversas altas. 

Festas de fim de ano

Apesar das dificuldades, a estimativa é de que cerca de 30% dos prejuízos acumulados em 2020 já foram recuperados com a reabertura do segmento. Para os próximos meses, as estimativas são positivas e o setor espera ter melhores resultados com as festas de final de ano. 

“Já solicitamos à Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) que nosso horário de funcionamento seja ampliado para que possamos aproveitar o movimento do final do ano e recuperar os prejuízos. O setor é muito importante para a economia, por ser um dos grandes geradores de empregos”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes em Minas Gerais (Abrasel Minas), Matheus Daniel, também ressalta que o aumento dos preços dos insumos é um desafio para a retomada do setor.

O aumento dos custos não aconteceu só no gás de cozinha e nos combustíveis, tudo está mais caro para o setor e para os consumidores. Aumentou o valor da água, da energia elétrica, das carnes, do aluguel e agora vamos ter reajuste da cerveja. Somente no filé, por exemplo, o quilo passou de cerca de R$ 37 para atuais R$ 65, é uma situação muito difícil que interfere na retomada. Com todos os desafios da pandemia, os restaurantes aprenderam a ser mais eficientes e, isso, tem segurado um pouco o repasse dos aumentos para o consumidor, mas, mesmo assim, há repasses”, afirmou.

Ainda segundo Matheus Daniel, em Belo Horizonte o setor ainda enfrenta restrições no horário de funcionamento e na ocupação por mesas, o que prejudica o faturamento. Outro desafio grande é o transporte público, que funciona apenas até meia-noite, o que chega a impedir o funcionamento dos estabelecimentos até mais tarde e encarece os custos. 

“O setor tem sido muito prejudicado pelo aumento dos custos e as medidas de restrições ainda vigentes. Já pedimos à PBH o aumento da flexibilização, hoje só podemos funcionar até 1 hora. Precisamos que o horário seja livre e que aumente o número de pessoas por mesa e o transporte público. Estas mudanças são importantes para que possamos fazer as pequenas confraternizações de final de ano e recuperar um pouco do prejuízo acumulado”, disse. 

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