Com campanhas antecipadas, Black Friday deve movimentar mais de R$ 2 bilhões em BH

Vendas devem superar as de 2025, com campanhas antecipadas e aposta na integração entre experiência física e digital
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Com campanhas antecipadas, Black Friday deve movimentar mais de R$ 2 bilhões em BH
Cerca de 80% das vendas da Black Friday em BH acontecem no varejo físico, segundo a CDL/BH | Foto: Diário do Comércio / Leonardo Morais

O comércio de Belo Horizonte está otimista com as vendas da Black Friday de 2026. A expectativa é que as comercializações de novembro superem os R$ 2 bilhões registrados no ano passado, impulsionadas por campanhas antecipadas, parcerias com fornecedores e maior integração dos canais de vendas físicos e digitais.

A projeção é do vice-presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL/BH), Fernando Cardoso. Segundo ele, a data já está consolidada na Capital e é a de maior tíquete médio do ano, chegando a ultrapassar R$ 2 mil por pessoa, considerando as diferentes compras feitas ao longo do mês.

“A adesão é muito grande, e o monitoramento feito pela CDL/BH mostra que todas as campanhas realizadas neste ano tiveram desempenho superior ao de 2025. Esse resultado funciona como um termômetro para a Black Friday. A expectativa é enorme, e as empresas estão se preparando com otimismo”, avalia o dirigente.

Diferentemente de datas com forte apelo emocional, como Natal, Dia das Mães e Dia das Crianças, quando o consumidor compra presentes para outras pessoas, na Black Friday a compra é majoritariamente para a própria pessoa. Segundo Cardoso, os eletrônicos lideram a procura em 2026, seguido por eletrodomésticos, roupas, produtos de beleza e viagens. “A busca é muito diversa”, salienta.

Embora o perfil de consumo não tenha mudado de forma significativa de 2025 para 2026, Cardoso chama atenção para o avanço da digitalização. A avaliação da entidade é que o consumidor passou a monitorar melhor os preços dos produtos durante meses e a esperar a Black Friday para aproveitar as melhores oportunidades.

Para Cardoso, o maior acesso às promoções estenderam a duração das campanhas, que inicialmente eram concentradas na última sexta-feira de novembro para todo o mês. “Com a consolidação da data, consumidores e empresas passaram a se antecipar, preparando tanto o ambiente da loja física quanto a presença nas redes sociais, o que amplia as oportunidades de venda”, destaca.

Jornada começa no celular e termina na loja

Segundo o dirigente, cerca de 80% das vendas da Black Friday em Belo Horizonte acontecem no varejo físico, e o restante no ambiente digital. A maior parte das compras, porém, começa na internet, com o primeiro contato do consumidor com o produto por vídeos, influenciadores ou pelas redes sociais da própria loja, em publicações orgânicas ou impulsionadas.

“As pessoas estão conectadas. Seja na rede social, no WhatsApp ou no varejo físico, todos os canais precisam se preocupar com a melhor experiência do cliente. A estratégia é colocar o cliente no centro de todas as ações”, afirma.

Embora os grandes marketplaces dominem o imaginário da data, as empresas menores contam com o diferencial do vínculo com quem vive e trabalha no entorno. “Cada vez mais as pessoas compram perto de onde moram e de onde trabalham”, relata Cardoso.

De acordo com pesquisas da CDL/BH sobre os fatores que motivam a compra, o atendimento aparece em primeiro lugar. Para Cardoso, isso mostra que, mesmo com a jornada cada vez mais digital, a experiência no ponto de venda físico continua sendo decisiva, e é nela que o pequeno e o médio lojista conseguem se diferenciar dos grandes marketplaces.

Shopping Cidade prevê alta de 10% nas vendas

O Shopping Cidade, na região Central de Belo Horizonte, projeta crescimento de 10% nas vendas em relação à Black Friday de 2025. Segundo a gerente de marketing do mall, Tamara Zaia, a estimativa se baseia no acompanhamento do mercado ao longo dos meses.

Embora muitas lojas já comecem novembro com promoções, o shopping vai concentrar esforços entre a quinta-feira e o domingo da semana da Black Friday. “Estamos otimistas, porque pelas últimas pesquisas, o cliente tende a buscar descontos, principalmente em moda, calçados e beleza, que são três segmentos muito fortes aqui no Cidade”, pontua.

Para a gestora, mesmo com o crescimento do comércio eletrônico, o consumidor continua buscando a compra presencial para pesquisar e comparar preços, e o shopping se beneficia por reunir várias lojas em um só lugar, com estacionamento, segurança e serviços.

Sobre o autor

Leonardo Morais

Repórter de economia e negócios do Diário do Comércio, com experiência em jornalismo digital e produção multimídia. Graduado pela PUC Minas, foi premiado com o 2º lugar no Prêmio Sebrae de Jornalismo, Fotojornalismo (2024).


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