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Brasil registra déficit de US$ 4,4 bilhões

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Crédito: REUTERS/Adriano Machado

Brasília – O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 4,464 bilhões em outubro, puxado pela piora da balança comercial e do déficit em conta primária, mostraram dados divulgados pelo Banco Central ontem.

O rombo em 12 meses avançou, com o resultado, a 1,66% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,47% no acumulado até setembro.

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Já os investimentos diretos no país (IDP) alcançaram US$ 2,493 bilhões, também abaixo de expectativa no mercado de US$ 4 bilhões e do valor de US$ 3,136 bilhões alcançado um ano antes.

Para o mês de novembro, o BC projetou déficit em transações correntes de US$ 7,8 bilhões e IDP de US$ 3,9 bilhões. Até o dia 22 deste mês, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 5,588 bilhões, acrescentou o BC.

Entre janeiro e outubro, o rombo em transações correntes é de US$ 15,783 bilhões de dólares. A última estimativa do BC para o ano, feita em setembro, apontava déficit de US$ 21 bilhões em 2021.

No entanto, ela deverá ser revisada para cima no próximo Relatório Trimestral de Inflação, que será publicado em dezembro, já que só a incorporação da projeção do BC para o déficit de novembro já supera esse valor.

Outubro – Em outubro, o superávit da balança comercial foi de US$ 1,303 bilhão, inferior ao número de US$ 3,683 bilhões do mesmo mês do ano passado.

Dando prosseguimento a uma tendência vista em meses anteriores, isso ocorreu diante de um aceleração mais intensa na ponta das importações (alta de 52,0% sobre outubro de 2020) que das exportações (aumento de 27,8%).

Além disso, o déficit na conta de renda primária subiu 38,9% na mesma base de comparação, a US$ 4,596 bilhões, principalmente pelo crescimento de 58,6% na remessa de lucros e dividendos para fora, a US$ 3,715 bilhões.

Já o rombo na conta de serviços sofreu uma diminuição de 12,4% em outubro, a US$ 1,468 bilhão. O BC ressaltou que, dentro dessa conta, as despesas líquidas de aluguel de equipamentos caíram 28,7% na comparação com outubro de 2020, a US$ 602 milhões, influenciadas pela nacionalização de equipamentos no âmbito do Repetro.

Os gastos líquidos com viagens internacionais subiram a US$ 265 milhões, de US$ 103 milhões um ano antes.

O BC atualizou ontem os dados do setor externo seguindo sua política de revisão ordinária anual dessas estatísticas.

Com o processo, o déficit em transações correntes em 2020 caiu US$ 1,4 bilhão, a US$ 24,5 bilhões, o equivalente a 1,70% do PIB.

“Essa revisão decorreu da variação na renda primária, cujo déficit foi revisto de US$ 39,7 bilhões para US$ 38,3 bilhões”, disse o BC. 

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