Caixa e órgãos de controle investigam consignado do Auxílio Brasil e microcrédito
Brasília – Órgãos de controle, fiscalização e a auditoria interna da Caixa Econômica estão investigando o consignado oferecido para beneficiários do Auxílio Brasil, programa que substituiu o Bolsa Família durante o governo de Jair Bolsonaro (PL) e o programa de microfinanças do banco.
De acordo com a presidente da instituição financeira, Rita Serrano, em seu perfil no Twitter, os dois programas são “contestáveis” e foram implementados “às vésperas das eleições de 2022 e com um apelo excessivo ao endividamento da população vulnerável”.
“Ao assumir a presidência, deparei-me com os desafios decorrentes das iniciativas adotadas pela gestão anterior, especialmente os programas Consignado do Auxílio Emergencial e de Microfinanças, implementados durante o governo Bolsonaro”, apontou.
Segundo Serrano, a inadimplência do programa de microfinanças ultrapassou 80%, e a maior parte das perdas será coberta pelo Fundo Garantidor de Microfinanças (FGM), aprovado pela lei 14.438/2022, que utilizará recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
No caso do consignado do Auxílio Brasil, “a inadimplência ainda se mantém sob controle, visto que os pagamentos são descontados na fonte”, afirma.
A presidente da Caixa disse que o banco paralisou as operações desses programas no início de sua gestão. No período em que funcionaram, o consignado “alcançou a expressiva marca de R$ 7,6 bilhões para 2,97 milhões de clientes apenas na Caixa, sem contar os demais agentes financeiros”. A Caixa foi o principal agente financeiro desse tipo de consignado.
“Já o programa de Microfinanças envolveu mais de R$ 3 bilhões e atendeu a 3,86 milhões de clientes”, continuou.
Serrano, que era a representante dos funcionários da Caixa no Conselho de Administração da instituição, afirmou que já havia manifestado preocupação em relação aos programas quando era conselheira.
“A falta de cumprimento do planejamento orçamentário do banco, devido a ações casuísticas, aliada à instabilidade na gestão causada pelas denúncias de assédio contra o principal dirigente da instituição, resultou em consequências para a manutenção das linhas de crédito da Caixa, as quais sofreram oscilações no segundo semestre de 2022”, afirmou.
O ex-presidente da Caixa, Pedro Guimarães, comandou a Caixa durante boa parte da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de quem era próximo, e só foi exonerado depois que denúncias de assédio sexual e moral vieram à público. (Por Lucas Marchesini)
Publicidade Legal
Impresso
Ver outras datasDigital
- ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA NO DIA 25 DE SETEMBRO DE 2026 CONSAG CS S.A
- ATA DA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA NO DIA 25 DE SETEMBRO DE 2026 CONSAG ENGENHARIA S/A
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA CSUL DESENVOLVIMENTO URBANO S.A.
- ATA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA REALIZADA EM 24 DE AGOSTO DE 2026 ELETROMIDIA UBERLANDIA CONCESSIONARIA DE MOBILIARIO URBANO SPE S.A.
- ATA DE ASSEMBLEIA GERAL DE CONSTITUIÇÃO DE SOCIEDADE POR AÇÕES REALIZADA EM 04 DE AGOSTO DE 2026 ELETROMIDIA UBERLANDIA CONCESSIONARIA DE MOBILIARIO URBANO SPE S.A.
- EDITAL DE CONVOCAÇÃO DIRETA DE ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA PELA ACIONISTA (ART. 123, PARÁGRAFO ÚNICO, “C”, DA LEI Nº 6.404/76) - SOLFARM PARTICIPAÇÕES S.A. GREEN ENERGY INVESTIMENTOS E PARTICIPACOES SA
- AVISO DE LICITAÇÃO PROCURADORIA GERAL DE JUSTICA DE MINAS GERAIS
Ouça a rádio de Minas