Cesta básica de BH sobe 1,44% em setembro e chega a R$ 768,10; veja itens que mais encareceram

Valor passou a R$ 768,10, mas cesta comprometeu 47,38% do salário mínimo, abaixo dos 48,69% registrados um ano antes
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Cesta básica de BH sobe 1,44% em setembro e chega a R$ 768,10; veja itens que mais encareceram
Foto: Geraldo Bubniak/AEN

O custo da cesta básica em Belo Horizonte subiu 1,44% em setembro e ficou em R$ 768,10, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Fundação Ipead). Esse valor equivale a 47,38% do salário mínimo, que hoje é de R$ 1.621,00. Percentualmente a cesta de hoje é mais barata, mesmo custando R$ 29,00 a mais que em 2025. No mesmo período do ano passado, a cesta custava R$ 739,09 para um salário de R$ 1.518,00, o que equivalia a 48,69% do salário.

Dos 13 itens que compõem a cesta básica, três tiveram aumento de preços em setembro. O tomate (12,97%), a batata-inglesa (4,36%), e a chã de dentro (3,72%) tiveram as maiores altas nos preços. Os itens com as maiores quedas nos preços foram: banana caturra (-10,43%), feijão carioquinha (-5,29%) e manteiga (-2,55%). Entre preços que subiram e os que caíram, o custo da cesta básica acumula alta de 3,93% nos últimos 12 meses e 3,41% no ano.

Maioria dos itens da cesta básica subiu em BH

Segundo o gerente de pesquisas da Fundação Ipead, Eduardo Antunes, a cesta básica aumentou em relação ao mês passado, depois de duas quedas nos meses de julho, quando caiu 5,21%, e agosto, quando teve retração discreta de 0,25%. “A maioria dos produtos de 13 itens na composição geral subiu de preço. Apesar de a chã de dentro não ter subido tanto quanto o tomate e a batata-inglesa, é o aumento da carne de boi que mais está impactando no custo da cesta básica”, assinala o especialista.

Antunes explica que o aumento dos últimos 12 meses chegou a 3,93%, bem próximo ao do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que foi de 4,38% no mesmo período. O especialista recomenda que os consumidores pesquisem antes de adquirir os produtos que tiveram mais altas para tentar minimizar os impactos das altas dos produtos. Em relação à carne bovina, ele sugere ao consumidor a substituição por outros produtos mais baratos, como carne de porco ou frango.

Na avaliação do gerente da Fundação Ipead, as altas dos preços dos alimentos vêm acontecendo de forma mais sutil, porém constante. Ele apontou que os aumentos acabam refletindo uma inflação mais alta em alguns produtos essenciais da nossa cesta. Apesar de a cesta básica de setembro não ter tido um grande aumento, essas altas vêm minando o poder de compra das famílias.

Sobre o autor

Ana Karenina Berutti

Repórter do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo e mestre em Letras pela PUC Minas. Experiência de 30 anos em cobertura política e econômica.


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