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Compras nas lojas físicas ganham força com o avanço na vacinação

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A maior flexibilização das atividades comerciais estimula os consumidores a fazer suas compras nas lojas de rua | Crédito: Charles Silva Duarte/Arquivo DC

O avanço da vacinação contra a Covid-19 e a maior flexibilização das atividades comerciais estão contribuindo para que os consumidores retomem as compras em lojas físicas. Pesquisa feita pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), entre os dias 13 e 15 de outubro, mostrou que, no Dia das Crianças, a grande maioria do público, 90%, escolheu os estabelecimentos comerciais de rua e dos shoppings na capital mineira para comprar os presentes. O maior movimento é considerado essencial para o comércio de Belo Horizonte e traz boas expectativas para as próximas datas comemorativas.

De acordo com o presidente da CDL-BH, Marcelo de Souza e Silva, o maior movimento nas lojas físicas vem sendo registrado desde o Dia das Mães e a estimativa é que continue em crescimento nas próximas datas comemorativas. Questões como o avanço da imunização e o pagamento do 13º salário, inclusive o do funcionalismo público na data correta, estimulam a demanda e a ida dos consumidores às compras.

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“Estamos vendo este movimento desde o Dia das Mães. Percebemos que os consumidores estão usando os canais digitais para consultar preços e negociar e acabam fechando as compras nas lojas físicas. Isso é excelente. Com o cliente indo na loja física, os lojistas conseguem atrair para outras compras, podem fazer vendas mais qualificadas, com tíquete médio maior e mais produtos”, explicou.

Ainda segundo o presidente da CDL-BH, o Dia das Crianças é um aquecimento para a Black Friday e o Natal.

“Esperamos vendas e movimento positivo nas próximas datas comemorativas. O que precisamos é qualificar o ambiente de negócios, com melhorias na mobilidade para facilitar o deslocamento. Precisamos resolver questões como o aumento de pessoas em situação de rua, o que afasta os consumidores. Precisamos melhorar o ambiente, pensar na cidade como um todo. A CDL está preparando um projeto para movimentar BH, envolvendo outras entidades para levantar o clima. Para as festas de final de ano temos responsabilidade de criar um clima legal e positivo para a cidade”, disse.

Conforme o levantamento da CDL-BH, 90% das pessoas escolheram estabelecimentos comerciais de rua e shoppings na Capital, as vendas por redes sociais foram a escolha de 7,1% e o e-commerce, 2,9%. Na data comemorativa, os brinquedos lideraram as compras (45,7%), seguidos pelas roupas, com 25,7%, jogos eletrônicos, com 12,9%, e material escolar (8,6%).

Apesar do movimento maior nas lojas físicas, apenas 32,8% dos lojistas entrevistados disseram que as vendas da data atenderam e/ou superaram as vendas frente à data comemorativa de 2019. O restante se manteve estável. 

Segundo os comerciantes, a flexibilidade das restrições foi o principal impulsionador das vendas (52,6%). Para 47,7% a divulgação dos produtos foi a grande responsável e o atendimento qualificado foi o principal motivo para 21,1%. Auxílio emergencial aparece na lista com 15,8%; variedade de produtos e lives em redes sociais empataram com 5,3%.

Ao serem questionados sobre os motivos que podem ter interferido de forma negativa nas vendas do Dia das Crianças, 63,6% afirmam que a pandemia foi o principal. Em seguida, surge o desemprego (45,5%), inflação alta (40,9%) e aumento da inadimplência (22,7%). Diminuição na renda dos trabalhadores e concorrência com a internet surgem com 9,1% e 4,5%, respectivamente.

Shopping Centers

O superintendente da Associação dos Lojistas de Shopping Centers de Minas Gerais (AloShopping), Alexandre Dollabela, também explica que o movimento nas lojas dos shoppings da Capital foi maior, porém, ainda está abaixo dos níveis registrados antes da pandemia.

“O movimento nas lojas físicas ficou bem melhor, mas ainda é muito distante do normal. Em Belo Horizonte, a temperatura mais amena e as chuvas ajudaram muito na movimentação dos shoppings na data comemorativa. Mas, por outro lado, com o feriado, muitas pessoas saíram da Capital”, avaliou.

Com base no desempenho do Dia das Crianças, para a Black Friday e o Natal as estimativas são positivas, mas a cautela é mantida. Isso devido a fatores negativos como, por exemplo, o aumento de preços, desemprego elevado e falta de mercadorias.

“Se por um lado a realização das festas e o pagamento do 13º salário irão impulsionar, por outro, os lojistas enfrentam desafios com a falta de produtos, demora na entrega das encomendas e aumento dos valores. Com estes problemas, é difícil fazer planejamento. Isso exige que os empresários tenham uma gestão bem eficiente”, explicou. 

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