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Igam declara situação crítica de escassez hídrica no rio das Velhas

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Com validade até 1º de novembro, a portaria do Igam prevê que todas as captações de água na bacia do rio das Velhas passam a ter restrições | Crédito: Divulgação

A declaração de situação crítica de escassez hídrica no rio das Velhas por parte do Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), e a consequente restrição na captação de água no trecho entre Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e Presidente Juscelino, região Central, não deve afetar o abastecimento de importantes cidades do Estado. Por outro lado, podem prejudicar o funcionamento de indústrias e empresas que fazem sua própria captação.

É que com a portaria, assinada pelo diretor-geral do Igam, Marcelo da Fonseca, cuja validade vai até 1º de novembro, todas as captações de água na bacia passam a ter restrições de uso, inclusive para uso industrial.

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Há, por exemplo, redução de 20% do volume diário outorgado para as captações de água para a finalidade de consumo humano, dessedentação animal ou abastecimento público; de 25% para a finalidade de irrigação; de 30% para consumo industrial e agroindustrial; e de 50% para as demais finalidades, exceto usos não consuntivos.

“No caso da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), de fato, houve um esforço antecipado de forma conjunta com o próprio Igam, o Comitê do Rio das Velhas e usuários, de maneira a reduzir a captação. Por isso, na prática, não haverá mudanças nem impactos no abastecimento. Já em relação às empresas com captação própria, a medida já começou a valer, já comunicamos as entidades responsáveis para orientação aos associados da importância da redução e, em breve, iniciaremos a fiscalização“, explicou Fonseca.

A portaria é uma das cinco até então editadas pelo governo mineiro como uma das medidas para minimizar os impactos da escassez hídrica no Estado. Além do rio das Velhas, a captação também está limitada na região Noroeste, em parte da região Leste, na cidade de Uberaba, no Triângulo, e na estação fluviométrica de São Pedro do Suaçuí.

O diretor-geral do Igam destacou em coletiva de imprensa que, embora diversos órgãos federais tenham alertado para os recordes históricos em 91 anos de seca no País, o volume pluviométrico de Minas Gerais, mesmo em patamares também baixos, não chega a tantas décadas. Ele não soube precisar há quanto tempo chovia tão pouco em Minas, mas ressaltou que a predominância em todas regiões do Estado têm ficado abaixo do esperado.

“De 2020 para cá, somente em outubro passado e fevereiro deste ano tivemos um volume de chuva acima do esperado. Isso ocasionou a situação hídrica que vivemos no Estado e medidas estão sendo adotadas como forma de amenizar esses impactos”, comentou.

Copasa garante abastecimento mesmo com escassez hídrica

E, mesmo com a declaração de situação crítica no rio das Velhas, a Copasa garantiu que não haverá impacto no abastecimento da Grande BH nem previsão de racionamento de água na região neste ano.

De acordo com o diretor de operações da estatal, Guilherme Frasson, o abastecimento está em “uma situação bastante razoável”. Segundo ele, o volume do sistema Paraopeba, hoje em 68%, garante o abastecimento da população. Já considerando outras regiões do Estado, por enquanto, cinco municípios atendidos pela companhia estão em sistema de racionamento: Frutal, Dores do Indaiá, Bugre, Campanário e Rubim. Outras dez cidades estão em estado de atenção, como Araxá e Campos Altos.

“Diferentemente de outros anos, quando chegamos a ter 50 cidades com plano de racionamento, estamos, neste momento, com cinco cidades em racionamento e mais dez cidades em estado de atenção. Além disso, já há alguns meses estamos com a captação no rio das Velhas abaixo da outorga, por isso, o impacto para essas cidades da RMBH será mínimo”, afirmou.

O superintendente da unidade de negócio metropolitano da Copasa, Sérgio Neves Pacheco, por sua vez, destacou que isso será possível porque desde julho a companhia já vem reduzindo a vazão captada no rio das Velhas.

“Essa condição foi permitida em função dos bons níveis dos reservatórios que a gente tinha no Paraopeba, por ações que a companhia fez ao longo de 2020 e complementadas pelas chuvas que aconteceram no início do ano. Esse déficit de vazão no Velhas foi compensado pelo aumento de produção no Paraopeba, dessa maneira não houve impacto com relação ao abastecimento”, complementou.

Captação no rio Paraopeba vai amenizar escassez hídrica

Frasson ressaltou, por fim, que a situação deverá ficar mais confortável até o fim do ano, quando está prevista a retomada da captação de água no rio Paraopeba, interrompida desde o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019. Prevista para ser entregue em setembro de 2020, no momento, a estação passa por testes e vai operar com carga máxima até o final do ano.

“Até o final do ano, vamos estar com o sistema do Paraopeba operando com sua carga máxima de 5 metros cúbicos, o que representa cerca de 33% da produção da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Isso vai permitir uma maior tranquilidade em termos de segurança hídrica, porque os nossos reservatórios, mesmo com uma estiagem mais intensa no próximo ano, poderão ser preservados“, concluiu Frasson.

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