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Indústria mineira registra queda de produção e empregos em outubro

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A produção industrial em Minas Gerais ficou abaixo de 50 pontos no mês passado | Crédito: Alisson J. Silva - Arquivo DC

Depois de superar o período mais crítico da pandemia e apresentar recuperação acima do esperado, a indústria mineira tem perdido o fôlego nos últimos meses. A acomodação da demanda associada à escassez e aumento dos custos com matérias-primas, além do cenário de aumento do desemprego, alta das taxas de inflação e dos juros e as tensões políticas e institucionais, têm contribuído para a desaceleração do setor.

E até mesmo as expectativas para os próximos seis meses, apesar de se manterem positivas pela 17ª vez consecutiva, estão menos otimistas, dadas as dificuldades enfrentadas pelo setor. É o que mostra a Sondagem Industrial, divulgada ontem pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

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Segundo o levantamento, em outubro, a indústria mineira apurou queda na produção e no número de empregados. Além disso, os níveis de estoques encerraram o mês abaixo do planejado pela 18ª vez seguida e a utilização da capacidade instalada foi inferior à usual para o mês.

O índice de evolução da produção registrou 46,9 pontos, queda de 3,9 pontos em relação a setembro (50,8 pontos) e de 9,8 pontos ante outubro de 2020 (56,7 pontos). O indicador mostrou decréscimo da produção pela primeira vez desde abril deste ano, ao ficar abaixo dos 50 pontos.

Da mesma forma, o índice de evolução do número de empregados marcou 48,4 pontos, queda de 3,4 pontos frente a setembro (51,8 pontos) e de 6,9 pontos sobre outubro do ano passado (55,3 pontos). Assim, o resultado sinalizou recuo do emprego pela primeira vez em 16 meses.

O índice de utilização da capacidade instalada efetiva em relação à usual registrou 42,5 pontos em outubro, recuo de 3,6 pontos frente a setembro (46,1 pontos) e de 9 pontos sobre o mesmo mês de 2020 (51,5 pontos). Esta foi a 11ª vez seguida que o índice indicou que as indústrias seguem operando com capacidade produtiva inferior à habitual para o mês.

Além disso, os estoques de produtos finais ficaram praticamente estáveis, com índice de 50,1 pontos. Mas as empresas encerraram o mês com os níveis de estoques abaixo do planejado pelo 18° mês seguido, com indicador de 48,3 pontos em outubro.

De acordo com a economista da Fiemg, Daniela Muniz, essa combinação de fatores e resultados tem feito com que as expectativas dos industriais também recuem. Segundo ela, o cenário não chega a ser preocupante, porque a indústria registrou avanço muito forte logo que passou o momento mais crítico da pandemia e agora o que ocorre é também uma acomodação.

“Primeiramente tivemos um maior consumo de bens em detrimento dos serviços que estavam limitados como forma de conter o avanço da doença. Agora temos o inverso: a superação da pandemia tende a favorecer o consumo de serviços, uma vez que as atividades presenciais estão liberadas”, avalia.

De toda maneira, a especialista lembra que o principal problema atualmente diz respeito à oferta e não à demanda. “A escassez e o encarecimento de matérias-primas é o maior gargalo da indústria no momento”, diz.

Expectativa da indústria mineira diminui

O indicador de intenção de investimento revelado pela Sondagem Industrial registrou 61,1 pontos em novembro, queda de 0,8 ponto em relação a outubro (61,9 pontos). Em contrapartida, o indicador avançou 0,4 ponto ante novembro de 2020 (60,7 pontos), sendo o mais elevado para o mês desde o início da série histórica, em 2013.

O indicador de expectativa da demanda caiu, saindo de 54,4 pontos em outubro para 53,6 pontos em novembro. Em novembro de 2020 era 60,9 pontos.

Já o indicador de expectativa de compras de matérias-primas registrou 52 pontos em novembro contra 53,2 pontos em outubro. Apesar dessa queda, o índice sinalizou perspectiva de elevação das compras de matérias-primas pela 17ª vez consecutiva. Em novembro de 2020, atingiu 58,5 pontos.

E o indicador de expectativa do número de empregados para os próximos seis meses recuou 1,8 ponto na passagem de outubro (52,6 pontos) para novembro (50,8 pontos), mostrando perspectiva de avanço do emprego pela 17ª vez seguida. Em novembro de 2020, eram 54,2 pontos.

Produção fica estável na média nacional

Brasília – A produção industrial ficou estável em outubro, informou ontem a Confederação Nacional da Indústria (CNI). Este é o segundo mês consecutivo de estabilidade na produção, após quatro meses de alta. Os dados, que constam do boletim Sondagem Industrial, elaborado pela confederação, mostram que em outubro, o índice de evolução da produção ficou em 50,1 pontos, ante os 50 registrados em setembro.

Os números refletem o desempenho de pequenas, médias e grandes empresas que atuam na indústria em geral, na indústria extrativista e na de transformação. O resultado também mostra que, no mês passado, a utilização da capacidade instalada das indústrias caiu um ponto percentual ao registrado em setembro, ficando em 71%. O resultado é menor do que o registrado em outubro de 2020, quando a utilização da capacidade industrial ficou em 74%.

De acordo com a CNI, a redução é explicada em parte devido a influência da recuperação da atividade industrial no último trimestre do ano passado e a necessidade de recomposição de estoques. Por isso, a entidade vê o resultado de 2021 como positivo, pois está acima da média dos mesmos meses de 2011 a 2019, quando ficou em 70,4%.

Já o indicador de utilização da capacidade instalada efetiva em relação ao usual registrou 45,4 pontos em outubro. O resultado representa a terceira queda consecutiva do indicador.

“Apesar de estar abaixo da linha divisória de 50 pontos, que indica que a utilização da capacidade instalada está menor que a usual para o mês, o índice se encontra acima da média histórica de 42,6 pontos. Na comparação com outubro de 2020, o índice apresenta redução de 5,7 pontos”, informou a CNI.

A CNI disse ainda que em outubro, os estoques aumentaram e atingiram o nível planejado pelas empresas. Com isso, o índice de evolução do nível de estoques ficou em 50,5 pontos, cinco pontos acima do registrado em outubro de 2020.

“O índice de nível de estoque efetivo em relação ao planejado registrou 50 pontos em outubro, o que significa que o estoque efetivo atingiu exatamente o nível planejado pelas empresas. O resultado rompeu a sequência de meses nos quais os estoques efetivos estavam abaixo do planejado, o que vinha acontecendo desde dezembro de 2019. Na comparação com outubro de 2020, momento crítico da falta de estoques no ano passado, o índice mostra aumento de 6,7 pontos”, diz o boletim.

Emprego – No que diz respeito ao emprego, a CNI destaca que houve crescimento do emprego industrial, mas em ritmo bem mais moderado que nos meses anteriores. Em outubro, o índice de evolução do número de empregados alcançou 50,4 pontos, o que representa uma queda de 1,7 ponto na comparação com o mês anterior.

O índice varia de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam que o número de empregados cresceu na comparação com o mês anterior e valores abaixo de 50, que o número de empregados caiu. Como o índice ficou acima dos 50 pontos, indica que há alta do emprego frente ao mês anterior, mas que criação de vagas está mais restrita.

Confiança do empresário O boletim mostra ainda que a confiança do empresariado diminuiu, com recuo na projeção das expectativas para o mês de novembro. A percepção reflete os resultados dos indicadores relacionados à expectativa de demanda, de quantidade exportada, de compras de matérias-primas e de número de empregados apresentando.

O índice de expectativa de demanda recuou 2,7 pontos em outubro, na comparação com novembro, atingindo 54,4 pontos. O índice de expectativa de exportação registrou 53 pontos, o que representa uma queda de 0,5 ponto em relação a novembro.

Já o índice de número de empregados sofreu diminuição de 1,3 ponto, alcançando 51,2 pontos em novembro. O índice de expectativa de compras de matérias-primas foi de 52,9 pontos, o que representa um recuo de 1,9 ponto na comparação dos meses de outubro e novembro. Esse resultado foi 5,1 pontos menor do que o registrado em novembro do ano anterior, quando o índice ficou em 58 pontos. (ABr)

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