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Economia

IPCA da RMBH sobe 1,34%, maior alta para setembro desde 1995

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Os reajustes seguidos no preço dos combustíveis geram uma escalada inflacionária | Crédito: REUTERS/Amanda Perobelli

A inflação na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) apresentou alta em setembro. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 1,34%, o maior resultado para o mês de setembro desde 1995, quando o índice chegou a 1,36%.

Com o resultado, o aumento registrado nos primeiros nove meses de 2021 é de 6,47%. A inflação nos últimos 12 meses já chega a 10,30%, alcançando os dois dígitos e superando de forma significativa a meta estipulada para o Brasil, que é de 3,75%. 

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Em setembro, o aumento da inflação na RMBH foi puxado, principalmente, pelos reajustes nos preços da gasolina, 3,32%, e energia elétrica, 5,48%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  

No País, a variação mensal foi de 1,16%, o maior IPCA para um mês de setembro desde 1994. Já a variação em 12 meses ficou em 10,25% no Brasil. Em nota, a área de Research do Inter, comentou que o IPCA de setembro, no País, apresentou variação abaixo da expectativa do mercado, que era de 1,25% e também menor que a estimada pelo Inter, que era de 1,2%.

“Com o resultado, houve a quebra de uma sequência de surpresas negativas na inflação. O índice ainda é bastante elevado para o mês, no entanto, mais da metade da variação é devido a alta de transportes, pelo impacto dos combustíveis, e tarifas elétricas, com a bandeira de escassez hídrica. O IPCA acumula alta de 10,25% em 12 meses, mas com alguns grupos já indicando desaceleração em setembro e uma difusão menor. Mantemos nossa expectativa de que a inflação fez pico esse mês e, daqui em diante, deve seguir em tendência de queda, que será mais gradual, chegando próxima de 4% em 2022”.

Conforme os dados divulgados, a alta de 1,34% na inflação da RMBH, em setembro, foi a quarta maior registrada entre as dezesseis áreas pesquisadas pelo IBGE no mês. Ficando menor apenas do que Rio Branco (1,56%), Curitiba (1,54%) e Porto Alegre (1,53%). 

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Na RMBH, todos os nove grupos apresentaram variações positivas, sendo os principais incrementos observados nos grupos de Transportes (2,33%), Habitação (2,03%) e Alimentação e bebidas (1,55%).

Gasolina cara 

Segundo a economista do IBGE Luciene Longo, em setembro, a inflação da RMBH foi puxada, principalmente, pelo grupo de Transporte, onde os consecutivos reajustes da gasolina vêm impactando desde 2020. Somente em setembro, a alta na gasolina foi de 3,32%, o item tem grande peso na composição da inflação na RMBH. Em 12 meses, a cotação do combustível já aumentou 39,73%. 

“Embora alguns itens tenham apresentado maior percentual de alta em setembro, como as passagens, seguro veicular e etanol, o maior impacto veio da gasolina, que tem maior peso”, explicou.

Conforme os dados do IBGE, no grupo de Transportes, cuja alta ficou em 2,33%, além da gasolina, também foram observadas elevações nos preços das passagens aéreas (24,95%), do seguro voluntário de veículo (5,66%) e do etanol (5,16%). 

Destaque também para a elevação no grupo de Habitação, que apresentou a segunda maior variação positiva (2,03%). Neste caso, o subitem energia elétrica residencial teve um aumento de 5,48%, apresentando o maior impacto positivo no índice (0,26 p.p.). 

“Estamos enfrentando um período difícil, com crise hídrica, então tem que ficar alerta e aguardar o que vai acontecer. A energia, assim como a gasolina, tem um impacto importante na inflação e nos setores econômicos”, disse.

Alimentos

Apesar da RMBH ter encerrado setembro com alta, a elevação no grupo de Transportes foi amenizada, em parte, pela redução da taxa de água e esgoto, reflexo da mudança metodológica na cobrança realizada pela prestadora de serviço, que ocasionou uma redução de 1,77%.

Ao longo de setembro, o preço do grupo de Alimentação e bebidas subiu 1,55%, puxado, principalmente, pelo aumento nos preços de frutas (12,30%) e tubérculos, raízes e legumes (11,65%). No período, os subitens com as maiores variações foram mamão (31,26%), laranja-lima (21,59%), banana-prata (21,38%), laranja-pera (16,37%) e batata-inglesa (15,80%). Já as maiores quedas neste grupo foram banana-d’água (-7,95%) e picanha (-4,04%).

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