Marco Regulatório Trabalhista Infralegal é oficializado

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Marco Regulatório Trabalhista Infralegal é oficializado
Regulamentação do ponto eletrônico é um dos avanços | Crédito: Divulgação

O secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência, Bruno Dalcolmo, participará, na próxima semana, de um evento on-line de orientação às empresas mineiras sobre a Consolidação do Marco Regulatório Trabalhista Infralegal, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

A entidade participou da cerimônia de oficialização da simplificação das regras trabalhistas, realizada ontem em Brasília, e que teve portaria publicada hoje (11) no Diário Oficial da União, por ser uma das que mais contribuiu com sugestões para o aprimoramento das relações de trabalho no Brasil.

A presidente do Conselho de Relações do Trabalho e Gestão de Pessoas da Fiemg, Érika Morreale Diniz, representou a entidade e destacou a importância do ato de consolidação das normas infralegais, ou seja, normas que hierarquicamente estão abaixo das leis, desde a edição da CLT em 1943, trazendo modificação que gera impacto efetivo na melhoria do ambiente de negócios.

“Este trabalho foi iniciado há aproximadamente dois anos, e a Fiemg teve participação ativa em várias frentes. Agora temos a expectativa de termos alguns dos pleitos contemplados no documento consolidado. Como, por exemplo, a regulamentação do ponto eletrônico, que vai modernizar e trazer novas formas para as empresas fazerem esse controle, sem ficarem vulneráveis a negociações coletivas, podendo aplicar métodos alternativos”, afirmou.

O próprio secretário-executivo do Ministério do Trabalho e Previdência falou sobre a participação da Fiemg nas discussões de regulamentação do ponto eletrônico. “Um trabalho feito a quatro mãos”, resumiu. Agora, na próxima terça-feira (16), junto ao presidente da entidade, Flávio Roscoe, ele se apresentará à indústria mineira para detalhar as principais mudanças e ganhos.

Na prática, mais de 2 mil atos normativos, entre decretos, portarias, notas técnicas, manuais da fiscalização, entre outros, foram consolidados em apenas 15 atos normativos. Para isso, o trabalho contou com três etapas: organização, eliminação do que era possível e já estava obsoleto, e modernização.

Consulta pública

Segundo o governo federal, antes de ser editado, o documento foi debatido em dez consultas públicas, que receberam mais de 6 mil sugestões da sociedade.

Além do ponto eletrônico, as normas abrangem assuntos como carteira de trabalho, aprendizagem profissional, gratificação natalina, programa de alimentação do trabalhador, registro sindical e profissional, além de questões ligadas à fiscalização, como certificado de aprovação de equipamento de proteção individual.

Já normas infralegais consideradas obsoletas foram excluídas, como regras para empregados domésticos que perderam a validade com a lei complementar de 2015, que regulamentou o regime de trabalho da categoria. Também foram revogadas portarias sobre registro de ponto para controlar a jornada de trabalho, procedimentos diferenciados para a emissão de carteira de trabalho para estrangeiros, regras de aprendizagem profissional e de certificados para equipamentos de proteção individual.

Durante a solenidade, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), defendeu que o empreendedor precisa de estímulos, como uma legislação simplificada, para criar empregos no Brasil. Ele declarou que o empreendedorismo foi facilitado desde que tomou posse, em 2019. “Emprego é criado pela iniciativa privada, mas o empreendedor precisa de estímulo para isso”, afirmou.

Já o ministro Onyx Lorenzoni falou que o novo marco regulatório ajuda a diminuir a burocracia no País, resultando em simplificação para empregadores e empregados.

“A decisão de estabelecermos um programa permanente de simplificação e desburocratização trabalhista vai garantir a todos aqueles que empreendem no Brasil, de que com simplicidade e com eficiência, se pode transformar a vida das pessoas”, disse. A cada dois anos, as regras serão reexaminadas.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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