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Economia

Mineração Usiminas planeja retomar o Projeto Compactos

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No papel desde 2008, o Projeto Compactos visa ampliar a capacidade instalada para 29 milhões de toneladas | Crédito: MPerez

de Itatiaiuçu (*)

A Mineração Usiminas (Musa) deve retomar o Projeto Compactos nos próximos anos. Lançada em 2008, juntamente com o Friáveis, a iniciativa não saiu do papel, mas teve seus estudos retomados e recentemente voltou aos planos da Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas). Tanto que foi citado algumas vezes durante o evento de inauguração Sistema de Disposição de Rejeitos Filtrados, o Dry Stacking, na unidade de Itatiaiuçu, na Região Metropolitana de Belo Horizonte – que pode ser, inclusive, no futuro, parte do projeto.

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O próprio diretor-presidente da Mineração Usiminas, Carlos Rezzonico, admitiu que o futuro da Mineração Usiminas depende da implementação do Projeto Compactos. “A implementação do Dry Stacking nos prepara para esse projeto que está sendo estruturado e, assim que for aprovado pela comunidade e pelos sócios, será colocado em execução. Podemos dizer que já temos uma parte concluída a partir dessa planta de filtragem de rejeitos”, disse.

No caso de avanço do Projeto Compactos seria necessária a implementação de outros filtros, uma vez que, neste momento, sob aportes de R$ 235 milhões foi construída a planta de filtragem, bem como as estruturas necessárias para conectar o novo sistema ao processo de beneficiamento da mineradora. O montante também englobou a preparação da área que irá receber os rejeitos, formando uma pilha, e o transporte do material entre os dois pontos.

“Estamos construindo o presente e o futuro da mineração na região, uma vez que a planta se tornaria parte do futuro Projeto Compactos que estamos estruturando e que nos próximos anos irá à aprovação dos sócios e da comunidade”, completou em seu discurso de inauguração do sistema.

o presidente da Usiminas, Sergio Leite, que também é presidente do Conselho de Administração da Musa, ponderou que o Compactos é um projeto de longo prazo e que deve ser implementado a partir de 2030. Para isso, deve passar pelo crivo do Board  entre 2023 e 2024.

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“Estamos estudando o projeto a fundo, dada sua importância para a continuidade da Mineração Usiminas. Mas temos tempo, principalmente em virtude da reserva do Friáveis”, explicou.

O Compactos seria justamente uma continuidade do Friáveis. Ambos foram lançados em 2008. O Projeto Friáveis elevou a capacidade instalada das usinas de beneficiamento de minério de ferro da Musa de 8 milhões de toneladas para 12 milhões de toneladas em 2013, ao custo de aproximadamente R$ 700 milhões. Já o Compactos segue há anos em fase de estudos, visando à ampliação da capacidade do braço de mineração da siderúrgica para 29 milhões de toneladas, mas nunca saiu do papel.

É que, na época de seu lançamento, a demanda pela commodity era enorme e os preços altamente competitivos. A partir de 2013, no entanto, iniciou-se uma crise mundial no setor. Somado a isso, houve uma briga pública entre os sócios majoritários da companhia e um posterior endividamento da controladora Usiminas.

Passado o período turbulento, há alguns anos a empresa vem estudando a retomada do projeto, que, agora, pode finalmente ocorrer.

Sistema de rejeitos filtrados

Inaugurada ontem, a planta de Dry Stacking da unidade de Itatiaiuçu, na região Central do Estado, marca o fim do ciclo de uso das barragens no processo de beneficiamento de minério por parte da subsidiária da Usiminas. Agora o sistema entra em processo de ramp up até julho do ano que vem.

A expectativa é que cerca de 50% da capacidade seja atingida ainda neste mês, em vistas de atender a descaracterização da Barragem Samambaia, prevista para ocorrer no início do ano que vem. Em julho de 2022, deve-se atingir a plena operação de filtragem de 5,2 milhões de toneladas de rejeitos por ano.

Vale destacar que o projeto contempla o cumprimento da pauta ESG estabelecida pela empresa, na qual uma das metas reforça justamente a migração da disposição de rejeitos do método convencional para a filtragem, acompanhada pela descaracterização das barragens construídas pelo método a montante até o início de 2022.

Em 2020 houve a conclusão da descaracterização da barragem Somisa, validada pelos órgãos de fiscalização em janeiro de 2021. Para o início do próximo ano, está prevista a descaracterização da Barragem Central. Já a barragem Samambaia, construída no método a jusante e ainda em operação, será desativada neste mês, como resultado da inauguração do Dry Stacking.

“O sistema é completo. Esvaziamos a barragem e geramos valor com o produto. O rejeito que ainda fica passa pelo processo de filtragem e vai para o empilhamento, onde, nos próximos anos, teremos uma montanha coberta de revegetação”, ressaltou o diretor-presidente da Mineração Usiminas, Carlos Rezzonico.

Sérgio Leite, por sua vez, definiu que o projeto coloca a Musa no estado da arte a nível mundial em termos de mineração e representa um passo importante na Agenda ESG da companhia, que reafirma seu compromisso com a segurança e a sustentabilidade das operações. “Dessa forma, seguimos comprometidos com nossas metas ambientais e sociais, com avanços importantes nos legados que estão sendo construídos pela Usiminas, que, em 2021, terá o melhor ano, em termos de resultados, da sua história. São esses resultados que nos permitem avançar em projetos sustentáveis”, afirmou.

Por fim, o vice-governador Paulo Brant (PSDB), que esteve presente na solenidade de inauguração, falou sobre a importância de projetos como esse para a competitividade da mineração em Minas Gerais. Ele ressaltou que a mineração é um setor vital para a economia de Minas Gerais e do País e que conciliar sua rentabilidade com a segurança das pessoas é fundamental.

“A tecnologia implementada pela Usiminas vai ao encontro dessa harmonia. Contribui para que a sociedade mineira se reconcilie com a mineração. Minas ser uma província mineral no Sudeste do Brasil não é uma maldição, é uma bênção”, destacou.

(*) a repórter viajou a convite da Usiminas

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