Petrobras contribui nas discussões com governo sobre fundo de estabilização de preços
São Paulo/Rio de Janeiro – A Petrobras tem contribuído com o governo nas discussões sobre um fundo de estabilização dos preços de combustíveis, apesar de ter a avaliação de que as cotações da empresa devem seguir parâmetros de mercado, disse o diretor de Comercialização e Logística da estatal, Cláudio Mastella.
Ao responder pergunta de analista sobre o tema nesta quinta-feira (05), ele ressaltou que a Petrobras avalia que preços de derivados desalinhados às cotações internacionais podem comprometer o abastecimento, reafirmando ainda que a companhia evita repassar volatilidade do petróleo aos consumidores.
“Nós somos sensíveis sobre o impacto social dos nossos preços na sociedade”, disse ele, lembrando que a companhia busca não repassar a volatidade de câmbio e de valores do mercado internacional.
“Tendo essa percepção e consciência de impacto, a gente contribui sim nas discussões no âmbito do Ministério de Minas e Energia quanto a eventuais programas, como, por exemplo, o fundo de estabilização de preços”, declarou.
Ele disse que é importante lembrar que os preços percebidos pelo consumidor final estão distantes dos praticados pela Petrobras, pois na bomba os valores consideram tributos, custos operacionais e logísticos dos distribuidores e revendedores.
Segundo o executivo, os preços do diesel da Petrobras representam hoje, por exemplo, 52% do valor na bomba.
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