Ibovespa tem firme alta de olho em possível cessar-fogo no Oriente Médio
O Ibovespa acelerou o ritmo de alta na hora final do pregão desta terça-feira (25) e voltou ao nível dos 174 mil pontos (+1,55%), puxado pelo desempenho das ações da Vale e dos bancos. O principal índice da B3 ganhou um fôlego adicional depois da informação, nos minutos finais da sessão, de que os EUA e o Irã teriam concordado com um cessar-fogo, segundo o veículo de imprensa russo Ria Novosti.
“Realmente, a notícia é a única coisa que puxou o Ibovespa”, afirma Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, reforçando que o mercado já vinha corrigindo a rota depois de uma sequência de quedas que deixaram os preços dos ativos muito baixos. “É mais um acerto de preços.”
Na contramão, os papéis da Petrobras fecharam em queda, em linha com o movimento do petróleo, mas a performance foi neutralizada pelos ganhos da vasta maioria das ações no dia, além das grandes empresas.
Os papéis preferenciais e ordinários da estatal encerraram com quedas perto de 2%, enquanto os índices setoriais indicaram como o bom humor do dia se espalhou entre os setores: o índice ICON, das ações de varejo e consumo, subiu mais de 3%, enquanto o IMOB, das empresas de imóveis e construção civil, avançou quase 4%; o setor de utilidade pública, reunido no UTIL, avançou mais de 2%.
O movimento desta terça, segundo operadores, respondeu a uma maior procura por ativos de risco, tanto no Brasil, quanto no exterior. As bolsas norte-americanas oscilaram de forma mais contida frente ao Brasil, mas a maior procura por emergentes mais uma vez contribuiu para o avanço da renda variável local.
Cada novo sinal positivo em relação ao escoamento do petróleo no Oriente Médio faz com que o ambiente para a inflação seja mais benigno e leva, consequentemente, os estrangeiros a promover ajustes em suas carteiras, impulsionando os grandes papéis da bolsa brasileira.
“De forma geral, os bancos estão puxando o índice para cima e têm sido os principais responsáveis pelo desempenho positivo da bolsa”, afirma Gabriel Mota, analista de renda variável da Manchester Investimentos. “Trata-se de um movimento de respiro, já que o setor bancário acumulava fortes perdas nos últimos dias, não apenas com a saída de investidores estrangeiros do Brasil, mas também com a desvalorização generalizada dos ativos.”
Conteúdo distribuído por Agência Estadão
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