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57% dos empresários acreditam que investir em inovação é “boa saída”

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Crédito: INSTITUTO CLARO/Tadamichi

O WTC São Paulo Business Club e o Kaizen Institute Brasil realizaram uma pesquisa sobre a recuperação econômica diante da pandemia da Covid-19, através de um Barômetro Empresarial.

O clube de negócios foi o responsável por colher os dados e enviar questionários para seus clientes e associados de todo o País, enquanto o Kaizen Institute Brasil organizou os resultados e fez uma análise de dados. O estudo foi desenvolvido para melhorar a visibilidade da situação e das decisões tomadas pelos empresários e executivos.

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Ao analisar todas as informações contidas no barômetro, será mais fácil avaliar a velocidade prevista da recuperação econômica e entender como as organizações devem se preparar para minimizar o impacto e a duração desta crise.

Nove meses após o início da pandemia no Brasil, o modelo de fases mostra que deveríamos estar na fase IV, em seu fechamento da reconstrução da economia, e em que a doença deveria estar controlada com um nº de novos casos inferior a 200/dia. Infelizmente, a Fase II se alongou mais que o previsto, por falta de direcionamento adequado para conscientizar a população. De acordo com a previsão de término da fase II apontada pela pesquisa, no final de junho, o que realmente ocorreu foi a queda dos casos somente em agosto (início da Fase III). A partir de julho, quase todos os estados iniciaram um plano estruturado e construíram um plano de fases para uma saída da pandemia.

A pesquisa também analisou a resposta de algumas empresas às crises do passado, e recuando 40 anos, e verificou que as grandes iniciativas de mudança surgem como resultado das recessões econômicas. Em consequência, o clima concorrencial está subindo fortemente e a probabilidade de se encontrarem soluções disruptivas, em termos de modelos de negócio, produtos, serviços ou sistemas de produção e logística, vai aumentar fortemente. Uma certeza começa a tomar forma: nos próximos cinco anos, iremos assistir a grandes mudanças e a sobrevivência será dos que estiverem em melhor forma e forem mais rápidos em reagir.

Como implicação estratégica da crise, os dados do barômetro colhidos em outubro de 2020 ao painel de empresários nacionais, mostram as seguintes conclusões: 52% das empresas estão com resultados abaixo do orçamento, 49% mostram redução das exportações, mas 30% estão iguais ao planejado. 84% estão claramente controlando os custos (ou reduzindo), enquanto 50% pretende aumentar a força de trabalho, e somente 16% pretende reduzir.

Os dados também apontaram que 47% dos empresários estão insatisfeitos com os programas de apoio do governo. Já em relação aos investimentos realizados no período da pandemia, 65% não cancelaram o investimento, e 29% encontra-se em “stand by” ou cancelado. Por último, somente 15% considerava a expectativa para a recuperação ainda em 2020, entretanto 19% tiveram aumento das atividades ainda no ano citado.

O estudo apresenta também um resumo da melhor estratégia de resposta (baseada numa análise de empresas que normalmente saem das crises por cima). A aposta no reforço de uma cultura de melhoria contínua com uma intervenção em seis áreas estratégicas, de acordo com o modelo de gestão Kaizen™, continua mostrando uma forte resiliência e rapidez na resposta às crises e a ser a melhor vacina para as recessões econômicas.

O vice-presidente de Marketing do WTC São Paulo Business Club, Alexandre Palmieri, acredita que inovar pode ser o grande segredo para uma recuperação acelerada, e analisou alguns resultados: “Dentro da nossa visão sempre otimista e positiva para os negócios, algumas informações nos chamaram bastante a atenção, pois demonstraram a retomada da confiança no ambiente de negócios. Cerca de 60% das empresas pretendem se recuperar completamente até 2023 e 64% disseram que acreditam que os investimentos previstos em orçamento vão avançar ou se concretizar de maneira positiva até o final de 2021. Em relação à inovação, ficamos surpreendidos positivamente. Os empresários acreditam que esta será a principal maneira de alavancar o crescimento para 57% das corporações, apostando no lançamento de novos produtos e serviços. Os donos de empresas estão, finalmente, encontrando maneiras de como transformar esse impacto da pandemia da Covid-19 em uma vantagem competitiva, apesar do estado turbulento que todos nós estamos enfrentando. Precisamos reconstruir, reimaginar e reinventar nossas empresas”, disse Palmieri.

Para o presidente do Kaizen Institute Consulting Group Brasil, Ruy Cortez, este destaca alguns pontos interessantes após a 2ª. Edição do Barômetro – Brasil: “Nesta edição, fizemos um corte no estudo, para analisar três setores da economia – Varejo, Serviço e Indústria. Nos chamou muita atenção que somente 40% das empresas industriais e varejistas farão uma revisão estratégica para os próximos três a cinco anos. Ficou confirmada para os três setores a redução de viagem profissionais para 85% dos entrevistados. Outro ponto de atenção, é que os setores de Varejo e Serviço vão investir na formação das competências da liderança (20% a 23% dos entrevistados), enquanto a indústria irá investir na formação da competência técnica (21%). Porém, o mais importante, é que estamos vendo uma movimentação dos executivos das empresas para reimaginar o seu negócio para 2021”, afirmou Cortez.

Clique aqui e acesse o estudo completo do Kaizen Institute Brasil em parceria com o WTC São Paulo Business Club.

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