O segundo dia da primeira edição do seminário on-line #JuntosPelasEmpresasDeMinas, promovido pelo DIÁRIO DO COMÉRCIO, em parceria com o Instituto Capitalismo Consciente Brasil e as empresas Legacy 4 Business e Business Tomorrow, foi composto por três painéis: “Novos Modelos de Negócios em Tempos de Mudanças”; “Os Desafios de Estar Bem nos Tempos Atuais” e “Construindo Legados”.

O objetivo do webinar é fornecer subsídios para promover reflexões sobre como podemos construir negócios melhores para uma sociedade melhor. Os painéis foram distribuídos em três trilhas de conhecimentos: “Inspirar e Propagar”; “Realizar e Transformar” e “Propósito e Legado”.

No primeiro painel, às 10 horas, a inovação no contexto da pandemia do Covid-19 e como ferramenta de recuperação de empresas e mercados deu a tônica do encontro.

Foram convidados: o diretor técnico na Neo Ventures, Vinícius Roman; o gerente-geral de Inovação, Novos Negócios e Açolab na ArcelorMittal, Rodrigo Carazolli; a presidente do Brain – Centro de Inovação em Negócios Digitais da Algar, Zaima Milazzo; e a gerente de Novos Negócios e Parcerias da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep), Janayna Bhering. A mediação foi conduzida pela editora do DIÁRIO DO COMÉRCIO, Gabriela Pedroso.

Entre as muitas mensagens trazidas pelos painelistas estava a necessidade de desmistificação do próprio termo “inovação”. “Falamos de inovação em várias perspectivas, ela não precisa ser disruptiva pra ser inovação. E pode acontecer internamente ou com a ajuda de parceiros, a chamada inovação aberta”, explicou Roman.

Questionada sobre o que é preciso para mudar o ambiente de negócios para que a inovação e o empreendedorismo possam ser alavanca de desenvolvimento do Estado, a gerente de Novos Negócios e Parcerias da Fundep, respondeu:

“Abertura cultural. No momento que as empresas percebem que não precisam ter uma inovação disruptiva, que se inovarem um pouco a cada dia terão um negócio inovador, tudo fica mais fácil. Nunca vivemos um cenário ao propício para a inovação aberta. Existe uma grande possibilidade de interação entre empresas agora. Criamos um manual básico na ACMinas (Associação Comercial e Empresarial de Minas) sobre termos que estão sendo muito citados sobre o tema inovação e que precisamos desmitificar essa relação entre empresas e empresas e universidade”, analisou Janayna Bhering.

Rapidez na tomada de decisão e uma estratégia que entenda a inovação como ferramenta fundamental foram apontadas pelos especialistas como pontos definitivos para que as empresas atravessem o período crítico da crise econômica causada pelo novo coronavírus e que não podem, de nenhuma maneira, ser abandonadas no pós-crise.

“O Açolab é o primeiro laboratório de inovação de uma empresa de aço do mundo, com ele visamos gerar valor para a empresa, gerando competitividade e temos compromisso com o ecossistema. Queremos que o ecossistema de onde atuamos se fortaleça. Essa crise gerou novos comportamentos e valores que vieram pra ficar. Não vamos ser como éramos antes e nem como somos agora. A presença on-line vem pra ficar. Quem não acreditava está revisando seus planos. A digitalização dos processos internos está ganhando uma velocidade que não imaginávamos. Estamos descobrindo outros modelos de trabalho. De algum jeito é um momento de oportunidade. Novos modelos de negócios vão surgir e é preciso estarmos atentos”, pontuou Carazolli.

Adaptação – Os pilares do Brain – Mudança e evolução do mindset de inovação; soluções próximas ao core das empresas; desenvolvimento de “avenidas tecnológicas” e desenvolvimento de novos negócios, podem ser apropriados por outras empresas adaptados às necessidades específicas de cada uma.

“Pensarmos o que será esse novo mundo pós-pandemia foi importante para repaginarmos o nosso portfólio de projetos. As empresas vencedoras vão eliminar custos excessivos e criar uma lista de projetos que vão formar o seu próximo modelo de negócio. E elas vão agir rápido. Entre as lições que aprendemos com essa crise e o surgimento de um novo normal, percebemos a intensificação das soluções compartilhadas; destaque para a cadeia de suprimentos; saúde e escritórios on-line e canais digitais essenciais”, destacou Zaima Milazzo.