Billy Chama Alta busca oportunidades em Minas

Rede de churrascarias fluminense comemora bons resultados em Minas Gerais e planeja novas unidades na Região Metropolitana de Belo Horizonte
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Billy Chama Alta busca oportunidades em Minas
Unidades no Estado tiveram alta de 10,63% no faturamento no 1º semestre | Foto: Divulgação Billy the Grill

A ideia era criar restaurantes com layout clean e sofisticado, cozinha aberta, grelha de alta temperatura com preparo à vista, atendimento híbrido com autoatendimento e anfitrião, além de KDS (sistema digital) para gestão de pedidos. Quase dois anos depois de passar por um rebranding completo, a rede fluminense de churrascarias que mudou a marca de Billy the Grill para Billy Chama Alta comemora os resultados em Minas Gerais e projeta investir no Estado.

As duas unidades em Minas, uma em Juiz de Fora (Zona da Mata) e outra em Belo Horizonte, devem passar pelo processo de modernização em breve. Os empreendimentos encerraram o primeiro semestre de 2026 com crescimento de 10,63% no faturamento total em relação ao mesmo período do ano passado, resultado impulsionado principalmente pelo desempenho das vendas no balcão.

A comercialização de 11.969 pedras, principal produto do Billy Chama Alta, marca especializada em churrasco na pedra, representa um crescimento de 27,82% frente ao primeiro semestre de 2025, evidenciando o aumento da demanda e da aceitação do conceito pelos consumidores mineiros.

De acordo com o diretor de operações da Billy Chama Alta, Luiz Sérgio Costa, a meta é abrir mais duas unidades no Estado ainda este ano, provavelmente na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Com investimento em torno de R$ 700 mil, as unidades, sempre em shopping centers, geram entre 14 e 16 empregos diretos, alcançando a marca de 20 profissionais em casos excepcionais.

“Quatro lojas já passaram pelo rebranding e pelo menos uma loja de Juiz de Fora vai passar pela modernização ainda em 2026. Os resultados das lojas de Minas demonstram que o mineiro gostou do nosso estilo de servir. O Estado é estratégico para a nossa expansão, que neste momento foca nas capitais e cidades secundárias”, afirma Costa.

O crescimento da Billy Chama Alta acompanha o crescimento do franchising no segmento alimentação food service, que registrou faturamento de R$ 51,8 bilhões em 2025, resultando em um crescimento de 10,8% na comparação com 2024, segundo dados da Associação Brasileira de Franchising (ABF).

Outro ponto de contato da marca são as próprias pedras em que são servidas as porções, produzidas em Ouro Preto (Região Central), com a famosa pedra-sabão, utilizada por Aleijadinhos nas igrejas de cidades históricas como Sabará (RMBH), São João del-Rei (Campo das Vertentes), Congonhas (Região Central), além da própria Ouro Preto.

“Além da estética, a pedra tem uma função na qualidade do alimento. Ela preserva a temperatura por muito mais tempo do que outros materiais sem precisar passar por um aquecimento extremo. Com isso, a umidade do alimento, especialmente da carne, é preservada sem que o corte esfrie, mantendo a temperatura correta e agradável por muito mais tempo. Isso garante a suculência e o sabor da proteína por muito mais tempo”, explica.

Atualmente com 40 restaurantes em funcionamento, apesar de não descartar franqueados-investidores, a preferência da rede é por franqueados-operadores, que tomam a frente da operação no dia a dia.

Uma estratégia importante é a regionalização de acompanhamentos para atender a diversidade de gostos brasileira.

“O nosso jeito de fazer churrasco é o mais brasileiro possível: carne temperada apenas com sal grosso e os acompanhamentos podem variar, mas mantendo a identidade da Billy Chama Alta. Fazemos a regionalização com muito critério, com poucas alterações de lugar para lugar. Sobre as proteínas temos fornecedores nacionais que nos garantem a entrega, a uniformidade e a segurança sanitária”, completa o diretor de operações da Billy Chama Alta.

Sobre o autor

Daniela Maciel

Repórter do Diário do Comércio desde 2011. Graduada em Jornalismo pelo UniBH e em História pela UFMG.

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