Chefs Pedro Barros e Victor Zuliani lançam o bar de cozinha autoral Casca em Belo Horizonte
A dupla de chefs Pedro Barros e Victor Zuliani inaugura, nesta quarta-feira (26), o bar de cozinha autoral de brasa e fermentação Casca, no bairro Carmo, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Este é o primeiro restaurante dessa parceria e surge com uma ideia que dá nome à casa: achar sabor no que quase todo restaurante joga fora.
O estabelecimento está localizado na rua Outono, nº 579. O salão tem 62 lugares em torno da cozinha aberta. Uma vidraça separa o cliente do fogo, e as banquetas altas do bar aproximam ainda mais quem senta ali.
Nele, a casca da mexerica vira maionese para o tonkatsu de berinjela, as cascas de frutas cítricas entram na gremolata do steak do dia, o pato rende três preparos, do coração ao glacê, e até o coquetel da casa nasce de um fermentado de cascas.
Os pratos do bar se organizam em fritos, frios e brasa. Entre os fritos está a patanisca de siri com aioli de coentro. Os frios, como o escabeche de coração de alcatra, vêm acompanhados do pão da casa. Da brasa saem o polvo com salsa de kimchi, a couve-flor com chilli crunch e os espetos. Não há prato principal, já que tudo vai para o centro da mesa, com valores de R$ 30 a R$ 78.

A fermentação, cura, conservação e a defumação sustentam este cardápio, que cruza referências asiáticas, latino-americanas e europeias sobre produtos brasileiros, de fornecedores locais e da estação.
A carta autoral do bar leva a assinatura de Diego Kruz e usa os mesmos fermentados, xaropes e conservas que saem da cozinha. É o caso do drinque Zezé, de vodca, manteiga noisette e alho negro, e do Sobrio Sour, sem álcool, de koso de vinagrete e limão. A cerveja tradicional chega na garrafa de 600 mililitros, no clima de boteco.
Já a seleção de sidra nasceu de uma pesquisa de Barros por Portugal, Espanha e Holanda, que o levou a mapear produtores dentro e fora de Minas Gerais. Ao todo, são cinco rótulos, sendo três mineiros (Aparesidra, o Enaltesidra e o Manza), um carioca (Evva) e um paulista (Çã).
Formado em gastronomia, o chef Pedro Barros cozinha desde 2011 e aprendeu a técnica nos balcões de sushi. Ele trabalhou com frutos do mar no litoral de Santa Catarina e, de volta à Capital, passou pelo Glouton e pelo Nico Sanduíches. Em 2020, abriu o Majuma, sua primeira casa própria.
Já Zuliani trocou a engenharia pela cozinha e soma mais de dez anos de ofício. Ele esteve na equipe de abertura do Nicolau Bar da Esquina, ficou à frente do Taika Bar e foi chef executivo do Montê e do Terraço Niê. Os dois são amigos de longa data e já tinham cozinhado juntos no Nicolau e no Majuma, mas o Casca será o primeiro restaurante da dupla.
Ouça a rádio de Minas