Compras on-line cresceram mais de 20%

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Compras on-line cresceram mais de 20%
Ao todo, foram analisados mais de 45 milhões de pedidos feitos em 4 mil lojas virtuais de diferentes setores como artigos esportivos, autopeças, importados, bebidas, entre outros | Crédito: Divulgação

Desde que as cidades brasileiras adotaram medidas de distanciamento social no combate à disseminação do novo coronavírus (Covid-19), muitas são as empresas que encontraram no e-commerce a saída para amenizar as perdas causadas pela pandemia.

Pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) com a empresa Konduto mostra que as compras on-line cresceram mais de 20% entre meados de março e o início do mês de maio. Já o tíquete médio avançou quase 8% no mesmo período.

Ao todo, foram analisados mais de 45 milhões de pedidos feitos em 4 mil lojas virtuais de diferentes setores como artigos esportivos, autopeças, importados, bebidas, bijuterias e acessórios, brinquedos e jogos, calçados, cosméticos, eletrodomésticos, eletrônicos, farmácia, livraria, moda, móveis e decoração, ótica e supermercados.

De maneira geral, a entidade avalia que, desde a chegada do vírus ao Brasil e o início das medidas de distanciamento social, as vendas on-line já atingiram um novo patamar.

E, embora com o passar do tempo as vendas já comecem a desacelerar, a média de pedidos por dia continua superior ao período antes da quarentena.

Ainda conforme a ABComm, a maioria dos setores analisados registrou queda considerável assim que as operações físicas foram suspensas, mas muitos segmentos reagiram – como moda e calçados, por exemplo. E o e-commerce dos chamados produtos essenciais, como os de farmácias e supermercados, e artigos esportivos, têm registrado períodos seguidos de alta.

Na avaliação do coordenador dos cursos de Gestão Comercial e Varejo Digital do Centro Universitário Internacional Uninter, Elizeu Barroso Alves, não há dúvidas que, desde a chegada da doença ao País, o comércio eletrônico nacional ganhou um protagonismo nunca visto anteriormente e essa pujança deverá permanecer até mesmo no período pós-pandemia.

“Já há pesquisas de comportamento do consumidor indicando que as pessoas pretendem continuar comprando on-line mesmo após a flexibilização das medidas de distanciamento social. Ou seja, é hora de as empresas conhecerem melhor os clientes, traçarem perfis, acompanhá-los, demonstrarem a comodidade da compra pela internet e fazerem com que as pessoas se sintam parte do negócio”, orientou.

Para o professor, os impactos do Covid-19 foram percebidos também na antecipação de decisões estratégicas e empresariais. O movimento do comércio para a integração do mundo físico ao virtual mudou alguns negócios e muitos empresários tiveram que se reorganizar.

“Transportadoras que tinham como foco grandes cargas, por exemplo, passaram a se envolver com entrega de pequenos volumes, devido ao novo fluxo digital. É uma questão de oportunidade e reorganização”, completou.

Em termos de setores, a pesquisa da ABComm revelou que a maior variação de pedidos por dia entre março e maio ocorreu no setor de calçados, com alta de 99,44%. Logo em seguida veio o segmento de eletrodomésticos, com incremento de 49,29% e bebidas com aumento de 44,64%. Ainda tiveram aumentos expressivos: artigos esportivos (42,94%), supermercados (38,92%), livraria (33,65%) e móveis (30,65%).

Na outra ponta, brinquedos registrou queda de 20,90%, eletrônicos de 16,02%, bazar de 6,39% e cosméticos de 1,04%.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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