Forno de Minas reduz capital em R$ 91,8 milhões em pouco mais de dois anos

Após duas reduções desde 2024, capital social da fabricante caiu de R$ 166,9 milhões para R$ 75,1 milhões
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Forno de Minas reduz capital em R$ 91,8 milhões em pouco mais de dois anos
Crédito: Divulgação/ Forno de Minas

Após ter sido reduzido em R$ 48,4 milhões em 2024 (veja mais abaixo), o capital social da Forno de Minas será novamente diminuído em mais R$ 43,4 milhões após nova deliberação societária. Com isso, o valor passa para R$ 75,1 milhões. Com a operação, a fabricante de alimentos congelados acumula uma redução de R$ 91,8 milhões em pouco mais de dois anos, o equivalente a 55% do capital que possuía antes da primeira medida.

A nova redução foi aprovada em 25 de setembro e publicada no Diário Oficial de Minas Gerais neste mês. O documento prevê a restituição dos R$ 43,4 milhões à TPZ Participações Ltda., sócia única da Forno de Minas e que é controlada pela McCain do Brasil. A justificativa formal é que o capital foi considerado “excessivo para o seu objeto social”, conforme o artigo 1.082, inciso II, do Código Civil.

A operação reduz o valor nominal das 166,9 milhões de quotas da empresa de R$ 0,71 para R$ 0,45, sem alterar a quantidade de participações societárias.

Procurada, a McCain do Brasil, controladora da TPZ Participações, afirmou que a movimentação faz parte de uma estratégia de negócios e não altera as operações das marcas nem os planos de expansão e investimentos no País.

“A empresa esclarece, no entanto, que se trata de um movimento estratégico para o negócio, que não altera o dia a dia das operações das marcas, nem seus planos de expansão e de investimentos no Brasil. Seguimos comprometidos com o mercado brasileiro, nossos colaboradores, parceiros e consumidores”, informou a companhia, em nota enviada ao Diário do Comércio nesta sexta-feira (16).

Redução acumulada chega a 55%

Em julho de 2024, a Forno de Minas aprovou uma redução de capital de R$ 48,4 milhões. O valor foi retificado em publicação de março de 2025, quando o capital social passou de R$ 166,9 milhões para R$ 118,5 milhões.

Com a nova operação, o capital social cairá para R$ 75,1 milhões. Somadas, as duas reduções retiram R$ 91,8 milhões do capital social da Forno de Minas, que passa de R$ 166,9 milhões para R$ 75,1 milhões. O recuo equivale a aproximadamente 55% do valor original.

Operação envolve também a controladora

A redução de capital da Forno de Minas está associada a uma movimentação na estrutura societária de sua controladora. Em ata publicada no Diário Oficial de Minas Gerais em outubro, a TPZ Participações aprovou a redução de seu próprio capital em R$ 42,2 milhões, de R$ 479,8 milhões para R$ 437,6 milhões, com previsão de restituição do valor à McCain do Brasil Alimentos Ltda., sua única sócia.

O documento também ratifica a redução de R$ 43,4 milhões no capital da Forno de Minas, com restituição prevista à TPZ. Ainda conforme a ata da Forno de Minas, a alteração societária será averbada após o prazo legal de 90 dias da publicação, conforme previsto no Código Civil.

Sobre o autor

Ana Luisa Sales

Repórter do Diário do Comércio desde 2025, graduada em jornalismo pela UFMG e especialista em ESG e sustentabilidade corporativa pela FGV.


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