Grupo Patrimar atinge recorde de R$ 18,3 bilhões em potencial de lançamentos imobiliários
O Grupo Patrimar atingiu um novo recorde de landbank, ou banco de terrenos, com R$ 18,3 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) potencial no terceiro trimestre deste ano. Esse volume de terrenos representa um acréscimo de 6,8% frente ao trimestre anterior (R$ 17,1 bilhões) e assegura uma base relevante para sustentação do desenvolvimento de novos empreendimentos da construtora e incorporadora mineira.
O CEO da Patrimar, Alex Veiga, avalia que esse desempenho coloca a companhia em uma posição sólida para sustentar as operações e planejar o crescimento para os próximos anos. “Com essa base de terrenos, podemos conduzir a expansão com mais critério, priorizando oportunidades que apresentem aderência à nossa estratégia, à qualidade urbanística e à viabilidade econômica”, explica.
A marca do segmento de alta renda, que tem o mesmo nome do grupo, responde por 82% do montante total. Já os outros 18% são da Novolar, unidade de negócio voltado para operações do segmento econômico e de média renda. Além disso, Minas Gerais concentra 74% do landbank, seguido por Rio de Janeiro (19%) e São Paulo (7%).
Já na análise por mercados, a participação está distribuída da seguinte maneira: alta renda (78%), econômico (16%) e média renda (6%). Inclusive, a evolução observada no período reflete a contínua reposição e expansão do portfólio de terrenos, por meio da aquisição de quatro novas áreas nos segmentos econômico e de alta renda. Essa iniciativa tem reforçado a capacidade de sustentar o crescimento nos principais mercados de atuação da empresa.
Alta nos lançamentos e nas vendas

O grupo mineiro registrou R$ 429 milhões em lançamentos entre os meses de julho e setembro e R$ 1,8 bilhão no acumulado de 2026. Dessa forma, a companhia apresentou resultado 45% superior ao apurado no mesmo período de 2025 (R$ 295 milhões) e de 30% acima do observado nos nove primeiros meses do ano passado (R$ 1,3 bilhão).
A marca Patrimar apresentou R$ 266 milhões em lançamentos no trimestre, contra R$ 163 milhões da Novolar. No acumulado do ano, a distribuição é de R$ 1,3 bilhão para a empresa principal e R$ 488 milhões para a marca do segmento econômico e de média renda.
Ao longo do terceiro trimestre, a companhia realizou três lançamentos, distribuídos entre a cidade do Rio de Janeiro (RJ) e o interior paulista, nos segmentos econômico e de média renda, reforçando sua atuação em mercados com potencial de demanda. O mercado fluminense somou R$ 343 milhões no período, seguido pelo paulista, com R$ 86 milhões. Entre janeiro e setembro, os resultados foram os seguintes: Rio de Janeiro (R$ 874 milhões), Minas (R$ 721 milhões) e São Paulo (R$ 216 milhões).
Na divisão por segmentos, os imóveis de média renda somaram R$ 266 milhões e o grupo econômico somou R$ 163 milhões no último trimestre. No entanto, os empreendimentos de alta renda seguem como os grandes destaques do ano, com R$ 721 milhões, seguidos pelos de média renda e os econômicos, com R$ 701 milhões e R$ 389 milhões, respectivamente.
Quanto às vendas líquidas, o Grupo Patrimar encerrou o trimestre passado com R$ 413,7 milhões, alta de 118% frente ao mesmo período do ano anterior (R$ 189,6 milhões). A companhia ainda acumulou R$ 1,1 bilhão nos nove primeiros meses, valor 62% acima do registrado entre janeiro e setembro de 2025 (R$ 717,7 milhões).
A marca do segmento de alta renda fechou o trimestre com R$ 319,3 milhões em vendas, totalizando R$ 780,9 milhões no atual exercício. Já a Novolar registrou R$ 94,4 milhões entre julho e o mês passado e R$ 384,4 milhões no acumulado de 2026. A participação da Patrimar vem recuando nos últimos balanços, passando de 99% no segundo trimestre para 81% no mais recente.
Essa redução em relação aos períodos anteriores decorre das vendas dos empreendimentos da holding Alicerce PM Empreendimentos Imobiliários, cuja participação minoritária foi vendida para o fundo de investimento imobiliário (FII) Alicerce Desenvolvimento Imobiliário. A operação foi anunciada no final do ano passado e complementada neste ano.
- Leia também: Patrimar conclui venda de participação na holding Alicerce em operação de R$ 60 milhões
Sobre a origem das vendas, 59% do volume no terceiro trimestre são decorrentes de lançamentos e o restante do estoque. O cenário se inverte na analise do acumulado do ano, com o estoque registrando 56% de participação frente a 44% dos lançamentos.
Entre os segmentos, a distribuição no trimestre ficou da seguinte forma: R$ 271 milhões de alta renda, R$ 270 milhões de média e R$ 177 milhões do econômico. Já nos nove primeiros meses, o grande destaque foi a média renda, com R$ 568 milhões, seguida da alta (R$ 410 milhões) e do segmento econômico (R$ 187 milhões).
Na divisão por estados, o Rio de Janeiro registrou o maior valor tanto no trimestre (R$ 318 milhões) quanto no acumulado de 2026 (R$ 658 milhões); em seguida aparece Minas Gerais, com R$ 58 milhões no trimestre e R$ 344 milhões no ano. Já São Paulo fechou o trimestre com R$ 37 milhões em vendas, somando R$ 163 milhões ao longo de 2026.
Veiga ressalta que os números do terceiro trimestre reforçam a consistência da capacidade de execução da Patrimar, combinando disciplina na gestão, qualidade dos produtos e atenção às oportunidades de crescimento para cada segmento. “Seguimos firmes em avançar de forma sustentável, adaptados às condições de mercado e à geração de valor no longo prazo”, afirma.
A evolução das vendas também reflete a atenção da empresa à absorção dos empreendimentos e à gestão do estoque. Mesmo diante de um mercado mais seletivo, a companhia busca equilibrar o ritmo de lançamentos e vendas, priorizando produtos com maior potencial de comercialização e acompanhando o avanço das obras e as características de cada público.
O diretor executivo comercial e de marketing do Grupo Patrimar, Lucas Couto, destaca que a diversificação é um diferencial competitivo em um mercado que exige cada vez mais precisão na leitura da demanda. Segundo ele, a atuação em todos os segmentos possibilita identificar oportunidades e ajustar o mix de produtos de acordo com a região.
“Ao mesmo tempo, seguimos atentos à velocidade de vendas e à composição do estoque, buscando alinhar oferta com a capacidade de absorção do mercado”, diz.
Velocidade de vendas e preço médio

A velocidade de vendas (VSO) permaneceu em patamar consistente no terceiro trimestre, passando de 14%, no segundo trimestre deste ano, para 11% no trimestre passado, refletindo uma absorção razoável do mercado pelos produtos da empresa. O indicador permaneceu acima do registrado no mesmo período do ano anterior (8%), mesmo diante da ampliação da oferta ao longo dos últimos trimestres, evidenciando a aderência do portfólio de unidades lançadas à demanda do mercado.
A construtora e incorporadora segue atenta ao equilíbrio de oferta e demanda no mercado, objetivando redução do estoque de produtos já lançados e aumento de VSO, especialmente nos empreendimentos do segmento econômico. No acumulado dos últimos doze meses, a VSO atingiu 31%, resultado um ponto percentual (p.p.) acima do mesmo período de 2025 (30%).
O preço médio por unidades do grupo apresentou variação negativa de 12% na comparação com o terceiro trimestre de 2025, passando de R$ 498 mil para R$ 437 mil. Já no acumulado do ano, o recuo foi de apenas 1%, de R$ 580 mil para R$ 573 mil.
Esse desempenho foi puxado, principalmente, pela marca principal da companhia, que apresentou retração de 69% na análise trimestral (de R$ 1,6 milhão para R$ 491 mil) e queda de 55% na comparação anual (de R$ 1,9 milhão para R$ 870 mil). Na Novolar a redução foi de 8% no trimestre, passando de R$ 348 mil para R$ 319 mil, e de 3% no acumulado do ano, de R$ 348 mil para R$ 338 mil.
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