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Patrimar conclui venda de participação na holding Alicerce em operação de R$ 60 milhões

Operação integra estratégia da construtora para gestão de capital e geração de liquidez
Patrimar conclui venda de participação na holding Alicerce em operação de R$ 60 milhões
Foto: Reprodução Site do The Plaza

O fundo de investimento imobiliário (FII) Alicerce Desenvolvimento Imobiliário concluiu, nesta terça-feira (26), o processo de aquisição da participação societária da mineira Patrimar Engenharia na holding Alicerce PM Empreendimentos Imobiliários. A conclusão ocorreu após o fundo cumprir todas as obrigações financeiras da transação, avaliada em R$ 60 milhões.

Entre as obrigações estava o pagamento de uma parcela remanescente da aquisição das quotas, no valor de R$ 25 milhões. Em comunicado ao mercado, a construtora e incorporadora mineira informou que o fundo gerido pela Manatí Capital Management também realizou o aporte de capital remanescente de R$ 20 milhões na sociedade, conforme previsto em contrato.

A holding Alicerce PM Empreendimentos Imobiliários detém 100% do capital social de sete Sociedades de Propósito Específico (SPEs), responsáveis pela incorporação e construção de empreendimentos imobiliários do Grupo Patrimar em cinco cidades da região Sudeste do Brasil. São elas:

  • Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH);
  • Rio de Janeiro (RJ);
  • Campinas (SP);
  • Indaiatuba (SP);
  • São José dos Campos (SP).

Em entrevista ao Diário do Comércio, em janeiro deste ano, o CFO do Grupo Patrimar, Felipe Gonçalves, afirmou que essa iniciativa está alinhada à estratégia de gestão de capital e geração de valor nos empreendimentos da construtora.

Estruturação de veículo de investimento

A construtora e incorporadora mineira segue avançando em iniciativas estratégicas de gestão de capital, como o acordo firmado para a estruturação de um veículo de investimento com valor entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões. O objetivo é vender unidades imobiliárias prontas ou em fase final de conclusão disponíveis no estoque.

A transação ainda está sujeita a condições precedentes usuais em operações dessa natureza, além das aprovações societárias previstas em contrato. A definição do volume final da operação dependerá do estoque de unidades disponíveis no momento da celebração dos documentos definitivos da transação e das demais condições previstas.

Sobre essa operação, Gonçalves explicou que o objetivo da companhia é girar o ativo por meio da venda de estoques de unidades em uma grande transação capaz de gerar valor para o negócio.

Desempenho no primeiro trimestre

Fachada e praça da Reserva Jardins.
Foto: Reprodução Site do Reserva Jardins Patrimar

O Grupo Patrimar encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 7 milhões, resultado que representa crescimento de 71,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. A margem bruta ajustada atingiu 31,6% no trimestre, avanço de 6,4 pontos percentuais frente aos três primeiros meses de 2025. A empresa fechou o período com landbank, ou banco de terras, avaliado em R$ 14,3 bilhões.

O CEO da empresa, Alex Veiga, destaca que o desempenho apresentado demonstra o potencial do grupo mesmo em um cenário desafiador. “O desempenho nos primeiros meses mostra nossa capacidade de execução, sustentada pela evolução da margem bruta, pela maior eficiência operacional e pelo crescimento do volume de vendas, mesmo em um ambiente macroeconômico ainda desafiador no País”, afirmou.

O desempenho comercial do grupo ao longo de abril foi positivo, com a Patrimar registrando vendas líquidas de R$ 192 milhões, o equivalente a 94% de todo o volume comercializado no primeiro trimestre. O volume de recebimentos previsto para 2026 permanece robusto, estimado em R$ 739 milhões, além do potencial de monetização das unidades em estoque.

O diretor executivo do Grupo Patrimar, Lucas Couto, relata que a estratégia para os próximos trimestres seguirá concentrada na venda de unidades lançadas, de estoques concluídos e na expansão do segmento Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, esse segmento apresenta o melhor ciclo de capital e maior velocidade operacional. “Apesar dos desafios, seguimos atentos às oportunidades de geração de liquidez”, concluiu.

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