Separação de Arezzo&Co e Grupo Soma avança com aprovação do Cade para cisão da Azzas 2154

A operação ainda necessita das aprovações societárias aplicáveis da companhia, como as apreciações pertinentes do Conselho de Administração
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Separação de Arezzo&Co e Grupo Soma avança com aprovação do Cade para cisão da Azzas 2154
Foto: Divulgação/ Arezzo

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a operação de reorganização societária da mineira Azzas 2154, que resultará na divisão do grupo do setor de moda e calçados. A operação visa segregar os atuais negócios em duas companhias abertas e independentes, com estruturas próprias de administração e governança, pouco mais de dois anos após a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma.

A decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (15) do Diário Oficial da União (DOU). De acordo com comunicado ao mercado divulgado pela empresa, essa decisão transitará em julgado em 15 dias após a publicação do despacho de aprovação, conforme os termos da legislação aplicável.

No entanto, a Azzas 2154 esclarece que a reorganização está condicionada, além do trânsito em julgado da decisão, à obtenção das aprovações societárias aplicáveis da companhia. Isso inclui as apreciações pertinentes do Conselho de Administração e dos acionistas e o cumprimento de eventuais condições precedentes que venham a ser estabelecidas.

Como será a divisão da AZZAS 2154

Azzas 2154.
Foto: Reprodução/ Adobe Stock

A operação é objeto do acordo celebrado entre os blocos dos empresários Alexandre Café Birman e Roberto Jatahy Gonçalves, em setembro deste ano. A proposta determina que as marcas Arezzo, Schutz e Hering ficarão concentradas na Arezzo&Co, sob o comando do bloco liderado por Birman. Já a Soma, liderada pelo bloco Jatahy, reunirá negócios como Animale, NV, Reserva e Foxton.

No caso da Farm Rio, a empresa terá uma estrutura própria. O acordo firmado estabelece a constituição de uma sociedade que reunirá a marca e suas extensões, incluindo Farm Brasil, Farm Internacional e Fábula, com gestão e governança próprias. A Arezzo&Co deterá 57,4% dessa empresa, enquanto a Soma ficará com os 42,6% restantes.

Essa divisão ocorre pouco mais de dois anos após a fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, efetivada em 31 de julho de 2024. Na ocasião, a expectativa era de que o faturamento do grupo ultrapassasse R$ 12 bilhões, viabilizando a expansão da empresa no Brasil e no exterior.

O processo de reorganização será realizado em duas etapas, sendo que a primeira envolve uma cisão parcial, com a separação das marcas e operações entre Arezzo&Co e Soma. Já a segunda prevê uma permuta de ações das duas empresas entre os principais blocos de acionistas.

Após a conclusão da operação, o bloco Jatahy deterá 25,95% da Soma, enquanto o bloco Birman ficará com 32,13% da Arezzo&Co e 6,18% da Soma. Os demais acionistas deverão ter 67,87% do capital de cada uma das duas companhias.

Em comunicado enviado ao conselho, Jatahy e Birman afirmam que a reorganização tem como objetivo permitir que cada empresa tenha administração separada e concentre esforços em seus respectivos modelos de negócios e oportunidades de mercado. Segundo os empresários, a separação também permitirá que as duas companhias tenham acesso direto e independente ao mercado de capitais e a outras fontes de financiamento.

Sobre o autor

Leonardo Leão

Repórter do Diário do Comércio desde 2022. Graduado em Jornalismo pela Estácio.


Publicidade Legal

Impresso

Ver outras datas

Digital

Ver outras datas
Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas

Acessos importantes

Conteúdo Especial
Conectados 60+: os desafios e as oportunidades da inclusão digital na terceira idade