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Crescer é abrir empregos

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Crédito: Marcos Santos/USP Imagens

 Dados levantados pela AT&M, que trabalha com processo de averbação eletrônica para seguros e empresas transportadoras, mostram que a pandemia de coronavírus (Covid-19) não prejudicou o transporte de cargas e, inclusive, estimulou o crescimento do e-commerce, em razão do novo comportamento adotado pelo consumidor. Segundo esse relatório, no primeiro quadrimestre de 2021, foram registrados R$ 2,9 trilhões em movimentação de cargas no País.

O estudo da AT&M envolveu mais de 25 mil empresas, entre transportadoras, operadores logísticos e embarcadores, com a análise de 327 milhões de documentos averbados no período entre janeiro e abril.  Para se ter uma ideia do crescimento no segmento, é de se lembrar que, no primeiro quadrimestre de 2020, foram analisados 185 milhões de documentos averbados. O relatório ainda apontou que, no ano passado, foram registrados R$ 7,5 trilhões em movimentação de cargas, ao passo que, em 2019, haviam sido contabilizados R$ 6,8 trilhões, o que representou um aumento de 10%.

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Isso mostra que a economia interna está em recuperação, o que reforça a previsão do governo segundo a qual o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer cerca de 5% neste ano. Essa previsão é baseada no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que apontou uma recuperação econômica de 2,3% no primeiro trimestre deste ano. Março foi o 11º mês consecutivo de crescimento econômico, depois de quedas em março e abril do ano passado, em razão das medidas de isolamento social necessárias para o enfrentamento da pandemia.

Obviamente, esse crescimento dá-se em função da recuperação da economia mundial, especialmente da China, que espera crescer neste ano 8,5%, dos Estados Unidos, que aguardam um crescimento de 6% e da União Europeia, que mantém uma expectativa de evolução em torno de 4%. Desse crescimento, naturalmente, o agronegócio e o segmento de minério de ferro do Brasil, com certeza, serão grandemente beneficiados. Mas, como se sabe, esses commodities poucos empregos abrem, ao contrário do que ocorre com o segmento de produtos industrializados.

A grande questão, portanto, é saber se esse possível crescimento irá beneficiar a população brasileira ou, como sempre acontece, ficará restrito às camadas mais ricas da sociedade. Até porque crescimento que não abre vagas no mercado de trabalho não é crescimento, mas apenas recuperação econômica, já que a comparação com os dados de 2020 não serve muito como análise, pois em pelo menos três meses do ano passado a produção ficou interrompida, causando muito desemprego. Ou seja, comparar o movimento deste ano com a inatividade do ano passado só pode resultar em alta. Portanto, não passa de estultice (ou de enganação) comemorar índices de crescimento neste ano.

É de se lembrar ainda que houve o auxílio emergencial que favoreceu o consumo de quase 46 milhões de brasileiros, estimulando o mercado. E que a nova rodada de auxílio emergencial deve injetar nos próximos dias cerca de R$ 43 bilhões, estimulando mais uma vez a economia com a entrada no mercado daquelas famílias que, praticamente, vivem das sobras da sociedade de consumo. Mas esse procedimento constitui uma exceção, que deverá terminar por aqui, se não ocorrer um agravamento da pandemia.

Em termos reais, o que se tem é que o desemprego atingiu um patamar recorde, com cerca de 15 milhões de desempregados, número que poderá crescer, já que muitas empresas descobriram que podem poupar mão de obra e custos com energia elétrica e com o ativo imobilizado, estimulando o trabalho home office.

*Jornalista e assessor de imprensa do Grupo Fiorde | fiorde@fiorde.com.br | www.fiorde.com.br
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