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EDITORIAL | Manobras que não convencem

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Voto impresso deve voltar na Câmara
Crédito: Divulgação

As eleições presidenciais do próximo ano, em que os dois candidatos mais fortes aparecem, segundo pesquisas, em situação de empate técnico, prometem, tudo faz crer, um grau de instabilidade absolutamente indesejável. Jair Bolsonaro, que deve disputar a reeleição e na prática já atua como candidatíssimo, de certa forma repete, nessa etapa, o que fez Donald Trump na campanha passada nos Estados Unidos. Concorreu mas ao mesmo tempo fez o que pode para desacreditar o sistema, antecipando, sem apresentar qualquer prova, que o sistema de votação é muito frágil e sujeito a fraudes.

No Brasil tenta-se claramente repetir o modelo, com o presidente da República igualmente manifestando seus temores e, pior, declarando que fraudes podem ter ocorrido na sua própria eleição. De apresentar provas até agora ele aparentemente não cogitou e, repetindo sua estratégia habitual, chegou a dizer – e com que autoridade cabe indagar? – que não haveria eleição em 2022, caso o voto não seja impresso, algo que no seu entendimento seria a garantia de lisura do processo. Por sua vez, o presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, garante que jamais houve fraude documentada e colocou o presidente da República diante do “dever cívico” de apresentá-las, caso as tenha.

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O recado foi dado e bem escutado, com a Polícia Federal informando, no final da semana passada, que suas 27 superintendências regionais receberam ordem para fornecer todas as denúncias de fraudes que possam ter recebido desde a implantação das urnas eletrônicas, em 1996. Pelo menos formalmente e ao contrário do que se poderia imaginar, o pedido foi associado aos trabalhos da comissão, que, na Câmara dos Deputados, examina presentemente a tal PEC do voto impresso. Tudo isso, dizem os entendedores, numa grande farsa para criar dúvidas e tumulto, na hipótese de que as coisas não saiam como imagina a ala governista.

Nada que lembre o que aconteceu nos Estados Unidos na campanha e votação do ano passado, que culminou com a invasão do Capitólio, em Washington e mais de cem processos, todos perdidos, movidos por Donald Trump, sempre alegando fraudes na votação ou apuração.

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