Eleitores de Flávio dizem votar por mudança, e os de Lula, por proteção social, aponta Datafolha

Levantamento entrevistou 2.520 pessoas em 153 municípios de todo o Brasil
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Eleitores de Flávio dizem votar por mudança, e os de Lula, por proteção social, aponta Datafolha
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

São Paulo – A poucos dias do segundo turno, uma pesquisa realizada pelo Datafolha mostra que a principal motivação declarada pelo eleitor que pretende votar em Flávio Bolsonaro (PL) para presidente é o desejo por mudança e alternância de poder. Já a parcela do eleitorado que opta pelo presidente Lula (PT) diz ser motivada pela proteção social e pelo desempenho e legado do petista.

Para o levantamento, o Datafolha entrevistou 2.520 pessoas em 153 municípios de todo o Brasil na terça (13) e na quarta-feira (14). A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. O registro na Justiça Eleitoral é BR-00466/2026.

Os entrevistadores do instituto apresentaram aos eleitores dos dois candidatos uma mesma lista de razões possíveis para explicar a opção por um dos candidatos no segundo turno, que será realizado no próximo dia 25. Os participantes puderam escolher mais de um motivo.

A mudança e alternância de poder foram citadas por 41% daqueles que declaram voto em Flávio, que na última pesquisa do Datafolha marcou 51% dos votos válidos contra 49% do presidente. Em seguida, aparecem como motivos para eleger o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a rejeição a Lula e ao PT (31%), a economia e o custo de vida (16%), e as propostas e a qualidade do candidato (15%).

Os motivos citados encontram lastro na campanha feita pelo senador pelo Rio de Janeiro: Flávio vem apostando no mote da mudança, procurando surfar no antipetismo e atacando o governo Lula por sua gestão da economia.

Em entrevista à TV Globo na sexta (16), por exemplo, Flávio disse que “o Brasil já escolheu a mudança”, dizendo que pretende governar apenas por um mandato e repetindo sua proposta de fim da reeleição -sem deixar claro se isso implicaria ampliação do próprio período na Presidência.

Os entrevistadores do instituto apresentaram aos eleitores dos dois candidatos uma mesma lista de razões possíveis para explicar a opção por um dos candidatos no segundo turno, que será realizado no próximo dia 25. Os participantes puderam escolher mais de um motivo.

A mudança e alternância de poder foram citadas por 41% daqueles que declaram voto em Flávio, que na última pesquisa do Datafolha marcou 51% dos votos válidos contra 49% do presidente. Em seguida, aparecem como motivos para eleger o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a rejeição a Lula e ao PT (31%), a economia e o custo de vida (16%), e as propostas e a qualidade do candidato (15%).

Os motivos citados encontram lastro na campanha feita pelo senador pelo Rio de Janeiro: Flávio vem apostando no mote da mudança, procurando surfar no antipetismo e atacando o governo Lula por sua gestão da economia.

Em entrevista à TV Globo na sexta (16), por exemplo, Flávio disse que “o Brasil já escolheu a mudança”, dizendo que pretende governar apenas por um mandato e repetindo sua proposta de fim da reeleição -sem deixar claro se isso implicaria ampliação do próprio período na Presidência.

Outras razões que explicam o voto em Flávio, segundo os eleitores entrevistados pelo Datafolha, são desempenho e legado (14%), valores, ideologia e democracia (13%), integridade e o tema da corrupção (11%) e serviços públicos e segurança (10%). Dizem não ter motivo específico para escolher o senador 12% dos entrevistados desse segmento -valor que vai a 16% entre aqueles que ganham menos de dois salários mínimos.

A mudança e alternância de poder são importantes, sobretudo para os eleitores de Flávio que ganham mais de cinco salários mínimos. Nesse recorte, 47% citam esse motivo, contra 38% daqueles que ganham menos de dois.

Já a mudança é menos importante para os eleitores mais jovens do senador. Citam esse motivo 24% -mais relevantes para eles são as propostas e qualidades do candidato, razão citada por 31% dos entrevistados de 16 a 24 anos.

Quando os eleitores que declaram voto no presidente Lula são questionados sobre a motivação da sua escolha, a razão mais importante é a proteção social e classe. Citaram essa razão 48% dos entrevistados pelo Datafolha -valor que chega a 52% entre eleitores com ensino fundamental e 59% entre os evangélicos.

Na reta final da eleição, a campanha do presidente aposta em aumentar a rejeição a Flávio levantando a possibilidade de cortes em benefícios sociais e fim de aumentos reais da aposentadoria e do salário mínimo.

Também conta como trunfo projetos aprovados na reta final da corrida eleitoral, como o fim da escala 6×1. Na cerimônia de promulgação da PEC, na sexta-feira, Lula disse: “Não tem uma conquista do povo trabalhador que não aparece aqueles dizendo: ‘isso vai ser um atraso para o país, isso vai quebrar as empresas, isso vai quebrar a economia, isso não pode dar certo’. Isso é histórico, isso é crônico.”

Entre daqueles que declaram voto em Lula, 22% citam o desempenho e legado do petista, seguidos da rejeição a Flávio (17%), valores, ideologia e democracia (11%), e propostas e qualidades do presidente (10%). Outros 9% dizem não ter motivo específico. A motivação ideológica chega a 20% entre os eleitores de Lula que têm entre 16 e 24 anos.

Entre as razões menos citadas pelos entrevistados que dizem votar no candidato do PT estão temas em que o petista patina, como a economia e o custo de vida (6%), integridade e corrupção (2%), e, como seria comum em um candidato incumbente e com longo histórico no poder como o petista, mudança e alternativa (1%).

Já os eleitores de Flávio citam menos a proteção social e classe (5%) e o vínculo e hábito (2%), uma vez que o senador nunca ocupou cargo no Executivo.

O Datafolha também perguntou aos eleitores que pretendem votar em branco ou nulo -6%, segundo a última pesquisa do instituto- suas motivações para essa decisão. A principal é a rejeição aos dois candidatos, com 37% dos entrevistados citando essa razão, seguida por descrença e desinteresse (19%), desconfiança, promessas e corrupção (18%) e falta de opção e polarização (12%).
Dizem não ter motivo específico para anular o voto ou votar em branco 16%.

Reportagem distribuída pela Folhapress

Victor Lambe
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