Flávio tem 2,2 milhões de votos a mais, e Rio Grande do Sul e Minas Gerais viram desafio para petista

Em porcentagem, o primogênito de Jair Bolsonaro ficou com 47%, ante 45% do petista, em uma diferença mais acirrada do que nas eleições de 2022
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Flávio tem 2,2 milhões de votos a mais, e Rio Grande do Sul e Minas Gerais viram desafio para petista
Fotos: Lula (Ricardo Stuckert | Flávio Bolsonaro (Reprodução Senado)

O senador Flávio Bolsonaro (PL) obteve 2,2 milhões de votos a mais do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições. Em porcentagem, o primogênito de Jair Bolsonaro ficou com 47%, ante 45% do petista. A diferença é mais acirrada do que nas eleições de 2022, quando Lula terminou com vantagem de 6,1 milhões de votos sobre Jair Bolsonaro (48% sobre 43%).

Flávio conseguiu manter ou avançar o legado do pai em todas as unidades federativas. Ele venceu Lula em 14 estados e no Distrito Federal, os outros 12 ficaram com o petista.

A grande diferença na relação entre as duas eleições ocorreu em um dos colégios eleitorais mais cobiçados dos presidenciáveis: Minas Gerais, onde o atual senador venceu com 48,2% dos votos, contra 43,3% do petista. Em 2022, Lula havia ganhado no estado com 48,3% dos votos válidos, e Jair Bolsonaro conquistou 43,6%.

O maior avanço, entretanto, foi no Rio Grande do Sul, onde o senador teve 55,6%, ante 35,7% de Lula. Em 2022, Jair Bolsonaro fez 48,9% no estado gaúcho. Flávio também registrou crescimento no Tocantins, comparado com o próprio pai na última eleição presidencial. Ele obteve 50,4%, enquanto o pai, 44%, aumento de 6,4 pontos percentuais.

A maior queda de votos válidos de Lula foi em Goiás, onde ele teve 31,1%, comparado com os 39,5% de 2022, uma queda de 8,5 pontos percentuais. No estado, Flávio fez só 1,4 ponto percentual de votos acima do pai.

A maior diferença entre os dois candidatos é no estado de Roraima, onde o senador venceu com 71,1% dos votos, enquanto Lula teve 22,9%. A lavada a favor do petista ocorreu no Piauí, onde obteve 71% dos votos válidos ante 24,1% de Bolsonaro.

Flávio superou Lula em quatro regiões: Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Norte, com uma diferença respectiva de 5,6 milhões, 5 milhões, 2,1 milhões e 462 mil votos. Lula venceu no Nordeste com diferença de 11 milhões de votos e no exterior, com diferença de apenas 13 mil votos.

Em 2022, Bolsonaro superou Lula em três regiões: Sul, Sudeste e Centro-Oeste, com uma diferença respectiva de 3,1 milhões, 2,4 milhões e 1,4 milhão. Na época, Lula venceu no Nordeste, com diferença de 12,9 milhões de votos, e no Norte, somente com 158 mil votos a mais.

A disputa acirrada no segundo turno deve expandir aposta nos campeões de votos eleitos neste domingo (4) e na tentativa de convencer as pessoas a irem às urnas, após abstenção bater recorde e alcançar 21%, 33 milhões de pessoas.

Leia também: Lula e Flávio Bolsonaro vão para o segundo turno e disputa ao Planalto será definida no dia 25

Segundo dados do TSE, 9,2 milhões de pessoas não escolheram Flávio nem Lula. Desse total, a maior parte desse eleitorado (6 milhões) apostou em um candidato do centro, sendo Augusto Cury o que mais puxou votos dessa categoria (3,4 milhões), seguido de Ronaldo Caiado, com 2,6 milhões.

Outros 3 milhões escolheram um candidatos de direita neste primeiro turno, sendo eles: Renan (2,6 milhões), Zema (326 mil), Clariana Barão (40 mil) e Wilson Grassi (16,8 mil).

Os partidos da esquerda (PSTU, PCB e UP) conquistaram juntos 186.762 votos.

Para classificar os partidos, a reportagem considerou o GPS Partidário 2026, análise que situa os partidos brasileiros da esquerda à direita a partir da vida prática da política, não do que cada legenda declara ser. A análise considerou os dados com 99,8% das urnas apuradas.

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