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Por que o setor da aviação está na mira dos cibercriminosos?

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Por que o setor da aviação está na mira dos cibercriminosos?
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Poucas indústrias adotaram as inovações digitais em um ritmo tão rápido quanto a aviação. Da biometria no embarque ao suporte ao cliente com inteligência artificial, os avanços tecnológicos deixaram as viagens aéreas mais rápidas, seguras e convenientes do que nunca. Mas nem todas as novidades são positivas: essa evolução trouxe também novas oportunidades de golpes para os cibercriminosos e, hoje, companhias aéreas e aeroportos estão entre as vítimas mais comuns de ataques cibernéticos.

Por que a aviação atrai cibercriminosos?

O principal motivo da atratividade da aviação são as informações que ela gerencia, como dados referentes a passaportes, cartões de crédito e programas de fidelidade. Tudo isso pode ser vendido em mercados criminosos ou usado diretamente para roubo de identidade e fraude.

Ao mesmo tempo, o setor faz parte da infraestrutura basal das nações. Interromper as operações aeroportuárias ou os serviços de tráfego aéreo pode gerar graves consequências econômicas e sociais. Para cibercriminosos e hacktivistas, isso é um prato cheio para causar um alto impacto.

As principais fragilidades do setor

Fora os interesses estratégicos da aviação, os cibercriminosos são atraídos também pelos diversos pontos de entrada do setor, que possibilitam ataques e violações bem-sucedidas.

O Fator Humano

Como geralmente é o caso ao se tratar de tecnologia, o fator humano é uma das principais fontes de problemas de cibersegurança na aviação. Basta um funcionário ou piloto despreparado e todo o sistema do aeroporto pode estar exposto a criminosos.

Uma solução simples para isso é implementar programas de conscientização sobre segurança cibernética. Assuntos críticos como tentativas de phishing, criação de senhas mais fortes e políticas de acesso seguro aos recursos da empresa devem ser tratados e reforçados com regularidade.

Outro ponto importante é instruir funcionários que viajam com frequência ou dependem do Wi-Fi público dos aeroportos a protegerem suas conexões antes de acessarem os sistemas internos. Como essas redes são inseguras e facilitam a interceptação, deve-se incentivá-los a usar uma das melhores VPN disponíveis para criptografar o tráfego de dados na internet e se blindar contra acessos não autorizados.

Ataques de Ransomware

O golpe baseado no rapto e criptografia maliciosa dos sistemas corporativos (também conhecido como ransomware) continua sendo uma das maiores ameaças ao setor da aviação. Isso porque os criminosos têm certeza que as companhias aéreas e aeroportos vão pagar o “resgate” exigido, já que mesmo pequenos atrasos em suas operações podem ser desastrosos (basta ver o ocorrido no aeroporto de Heathrow em 2025).

Além do fator humano já citado (afinal, muitos ataques provêm de erros de funcionários desavisados), investir em sistemas de segurança mais robustos e eficazes, priorizando sobretudo backups regulares, é a recomendação geral de especialistas contra o ransomware.

Phishing e Engenharia Social

Mais uma vulnerabilidade de fonte humana, o phishing e a engenharia social são estratégias de golpes cibernéticos que abusam da confiança dos indivíduos. Uma das formas mais comuns de ocorrência é quando os funcionários recebem e-mails ou mensagens de texto fraudulentas onde são levados a revelar suas credenciais de acesso ou instalar malware nos sistemas corporativos.

Como as empresas de aviação empregam grandes equipes e costumam interagir com inúmeros parceiros, fornecedores e viajantes exteriores à firma, muitas são as oportunidades para ataques de engenharia social do gênero. É por isso que o treinamento dos colaboradores (em particular no reconhecimento dessas comunicações fraudulentas) é indispensável para minimizar a incidência desses golpes.

Ataques a Sistemas Operacionais

Embora a maioria dos ataques cibernéticos se concentre no roubo de dados ou em ganhos financeiros, os criminosos também podem tentar interromper os sistemas operacionais de maneira direta. Entre os alvos mais comuns, nesse sentido, destacam-se as plataformas de gerenciamento de aeroportos e os sistemas de comunicação.

É o que vem ocorrendo com diversos aviões na Europa, vítimas de ataques de spoofing que confundem os sinais de GPS e colocam em risco os voos. Embora esses sistemas sejam fortemente protegidos e regulamentados, os cibercriminosos ainda conseguem impactá-los e levar a atrasos ou consequências logísticas mais graves.

De olho no futuro

Com a modernização do setor da aviação e sua consequente digitalização, as ameaças cibernéticas vão se tornar cada vez mais presentes. A melhor resposta para isso é investir de maneira preventiva na aprimoração de seus sistemas e políticas de segurança.

Treinamento de funcionários, criação de estratégias claras para lidar com incidentes e tecnologias robustas de defesa são apenas algumas das recomendações atuais. O foco deve ser o futuro e a prevenção. Apenas as empresas que se dedicarem à resiliência operacional neste momento estarão em posição de proteger seus clientes, manter a confiança do mercado e, finalmente, garantir que o sistema de aviação global funcione com segurança nos próximos anos.

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