Festival do Tropeiro Mineiro reúne 46 bares e restaurantes em Belo Horizonte
Para quem se delicia com um belo feijão tropeiro, é um prato cheio. Belo Horizonte recebe, a partir desta quinta-feira (20) e até o dia 6 de setembro, o 3º Festival do Tropeiro Mineiro, que vai reunir 46 bares e restaurantes. O conceito da edição 2026 é “Onde você estiver, tem um tropeiro perto de você!” e convida as pessoas a experimentarem diferentes versões do prato em estabelecimentos espalhados pela capital mineira. A curadoria é da administradora do Portal Chef a Chef, Rosi Campolina, ao lado da coordenadora do evento, Miriam Cerutti.
Presente no cotidiano gastronômico de Belo Horizonte, o feijão tropeiro preserva uma tradição que atravessa gerações e, ao mesmo tempo, se reinventa nas cozinhas da cidade. Ingredientes, acompanhamentos e modos de preparo ajudam a imprimir diferentes identidades à receita, revelando a riqueza da gastronomia mineira. É essa diversidade que o festival coloca em cena ao reunir estabelecimentos de diferentes regiões da Capital.
“O tropeiro é uma receita que carrega história, memória e identidade, mas continua viva justamente porque atravessa gerações e ganha características próprias em cada cozinha. Nesta terceira edição, queremos mostrar essa diversidade, descobrindo receitas, estabelecimentos e diferentes formas de preparar um prato que faz parte da nossa cultura”, afirma Miriam Cerutti.
O festival reúne estabelecimentos localizados em bairros de diversas regiões da Capital, do Cachoeirinha, passando pelo Centro, Santa Tereza, Prado, Pampulha, Venda Nova e Bandeirantes, além de Serra Verde, Camargos e Planalto. A abrangência territorial reforça o conceito da edição: “Onde você estiver, tem um tropeiro perto de você!”
Participam desta edição do 3º Festival do Tropeiro Mineiro desde bares e restaurantes mais conhecidos da cena gastronômica belo-horizontina, como Alibabar, na Savassi; Bar da Lora Savassi e Parada do Cardoso, em Santa Tereza, como também Zé Campeiro, no bairro Planalto, e Tropeiro do Lisboa, no Serra Verde.
As receitas serão avaliadas por um júri formado por profissionais e representantes de diferentes áreas. Os jurados têm diferentes olhares sobre gastronomia, turismo, cultura e comunicação, acompanhando a proposta do festival de apresentar o feijão tropeiro não apenas como prato, mas como uma expressão cultural que permanece presente no cotidiano da cidade.
História
A trajetória do tropeirismo ajuda a compreender como o feijão tropeiro se tornou uma preparação tão presente na culinária brasileira. Entre os séculos XVII e XVIII, os tropeiros percorriam longas distâncias transportando animais e mercadorias e precisavam levar alimentos resistentes, fáceis de armazenar e adequados às jornadas. Feijão, farinha, carne seca, toucinho e sal estavam entre os mantimentos transportados nas bruacas, caixas de couro presas às cangalhas dos animais.
A combinação prática e nutritiva foi influenciada pelas culturas indígena, portuguesa e africana e permaneceu nos hábitos alimentares mesmo com as transformações ocorridas ao longo do tempo. Hoje, o feijão tropeiro continua presente nos cardápios e nas mesas, preservando elementos de sua história e, ao mesmo tempo, incorporando novos ingredientes, técnicas e características.
A lista completa dos 46 bares e restaurantes que participam da edição 2026 pode ser conferida no Instagram oficial: @festivaldotropeiromineiro.
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