Economia

Nova Lima quer agilizar a licença da Bravo Motors

Juntos, o município de Nova Lima (RMBH) e o governo do Estado estão desenhando o modelo que será adotado
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Nova Lima quer agilizar a licença da Bravo Motors
A chamada Colossus Cluster prevê investimentos de R$ 25 bilhões em 10 anos em Minas | Crédito: Divulgação/Bravo Motors

Juntos, o município de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e o governo do Estado, estão desenhando o modelo de licenciamento que será adotado para a implantação do parque industrial de carros elétricos pela Bravo Motors Company – fabricante de veículos e baterias elétricos, sediada nos Estados Unidos. Com investimentos estimados em R$ 25 bilhões, em dez anos, a chamada Colossus Cluster vai incluir a produção de veículos, baterias e demais componentes para mobilidade elétrica.

Enquanto o poder público discute o modelo a ser adotado para o licenciamento, a empresa mantém os esforços para a atração dos investimentos. Em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO COMÉRCIO, o prefeito de Nova Lima, João Marcelo Dieguez (Cidadania), garantiu que caso as análises ambientais fiquem a cargo do município, o Executivo empenhará todos os esforços para que ocorra “da maneira mais rápida possível, respeitando, naturalmente, todas as legislações ambientais urbanísticas”.

É que o projeto já está atrasado. O início da construção do empreendimento estava previsto para o segundo semestre de 2021, enquanto as operações deveriam começar em 2023. Agora, a produção piloto está estimada para 2024.

“O projeto tem avançado em dois braços: do licenciamento, que está sendo discutido por nossas Secretarias de Política Urbana e Meio Ambiente junto com as Secretarias do Estado, inclusive, por ser algo novo e de grande complexidade. E o outro que diz respeito ao trabalho da Bravo na atração dos investimentos. Já existem parceiros que vão aportar recursos no projeto e torná-lo viável. São grandes as expectativas”, afirmou.

Parcerias para produção de carros elétricos e sistemas de eletrificação

Nesse sentido, a mais recente parceria anunciada foi com a ABB, líder em tecnologias de eletrificação e automação. O acordo prevê o desenvolvimento de projetos com o uso de tecnologia de ponta no País para fabricantes de baterias e veículos elétricos, bem como de carregadores para descarbonização em cidades inteligentes.

Para o CEO da Bravo, Eduardo Javier Muñoz, a aliança vai permitir à ABB fazer parte do primeiro projeto Gigafactory da América Latina baseado em digitalização, que engloba otimização da produção, gestão integrada e sustentabilidade. Além disso, a liderança da ABB em tecnologias digitais para a indústria será uma das contribuições que permitirão uma solução de ponta no projeto Colossus Cluster. “Essa associação possibilita a promoção da inovação, práticas de sustentabilidade e iniciativas ESG no Brasil”, comentou.

A ABB, por meio da ABB E-mobility, é líder global em infraestrutura de carregamento de veículos elétricos (VEs) e está presente em mais de 85 mercados.

“A parceria com a Bravo Motor Company no projeto Colossus Cluster reforça o compromisso da ABB com o Brasil. Como líderes em infraestrutura para veículos elétricos, estamos acompanhando a evolução da eletromobilidade no País, que possui um mercado em pleno crescimento. A chegada de mais opções de marcas e modelos de veículos elétricos estão ajudando a impulsionar o setor. Além disso, muitas empresas possuem políticas sérias de ESG, e a eletromobilidade é coadjuvante neste tema. As projeções são as melhores, uma vez que o mercado brasileiro é muito diversificado”, afirmou o diretor de produtos e soluções da divisão Elem da ABB, Wilson Morais.

Já em junho do ano passado, a parceria anunciada foi com a Rockwell Automation. A iniciativa contemplará o apoio tecnológico por parte da companhia para acelerar o projeto da Bravo, fornecendo soluções tecnológicas para a transformação da indústria em uma fábrica inteligente, tendo como premissa o conceito de economia circular.

A Rockwell Automation também fornecerá soluções digitais para a maximização dos resultados e “Time To Market” acelerado, com tecnologias de simulação, otimização e realidade aumentada, integradas com engenharia e fábrica.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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