Edital para expansão de transporte aquaviário deve sair em 2025
A Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) e a Eletrobras darão início aos estudos de viabilidade para expansão do transporte aquaviário no Sul de Minas Gerais. A expectativa é que os levantamentos durem 150 dias. Em seguida, a Pasta fará a análise técnica do material e, na sequência, abrirá o projeto para consulta e audiência pública do projeto. Já o lançamento do edital para a concessão do serviço é aguardo para meados de 2025.
O projeto prevê a expansão, exploração, operação e manutenção dos serviços de travessia por balsas nos reservatórios das usinas hidrelétricas de Furnas e Mascarenhas de Moraes, no Sul do Estado. A expectativa é que a ampliação do serviço melhore a mobilidade na região e fomente o desenvolvimento dos municípios às margens da represa.
O secretário Pedro Bruno disse que o objetivo principal do projeto é aprimorar a prestação de serviços de transporte aquaviário. “Sabemos dos desafios para ter um transporte aquaviário mais bem estruturado. Tenho certeza de que hoje demos um passo muito importante durante esse encontro”, afirmou o líder da Seinfra, durante evento para apresentação do projeto de melhorias do transporte aquaviário em São José da Barra.
Edital de melhorias do transporte aquaviário vai contemplar balsas
Os serviços de transporte por balsas existem há quase 60 anos no Sul do Estado. A ampliação, a partir da concessão, deverá beneficiar mais de 400 mil pessoas nos 15 municípios que circundam as usinas hidrelétricas.
Comandante da balsa que faz a ligação entre Guapé e São José da Barra, Denis Martins da Silva, trabalha há cerca de 30 anos com uma embarcação construída em 1957. Ele transporta diariamente uma média de 120 veículos e está otimista com o início dos estudos. Segundo ele, a balsa atual já não consegue atender as demandas devido ao aumento do fluxo de veículos e cargas transportadas pelos caminhões.
“Essa balsa já não atende as demandas das cidades da nossa região, porque é pequena para o fluxo de veículos e cargas que os caminhões transportam. A gente espera que novas embarcações sejam colocadas em operação o mais rápido possível para mudar essa realidade”, explica.
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