Komatsu aposta em mineração subterrânea, segmento que deve crescer 7% em cinco anos no Brasil
A Komatsu, empresa de maquinário pesado de origem japonesa, projeta ampliar a atuação no País para atender a mineração subterrânea. A companhia espera crescer em linha com o segmento, cuja projeção é de avanço de 7% nos próximos cinco anos. Até 2040, esse tipo de mineração poderá representar 43% da produção mineral global.
As informações foram detalhadas ao Diário do Comércio pelo gerente comercial da linha de underground da Komatsu no Brasil, Alessandro Antunes. Ele destaca que a empresa vem numa estratégia de buscas no mercado para ampliar o portfólio de produtos destinados a esse tipo de mineração.
A companhia já se consolidava no portfólio de soft rocks (rochas macia) e adquiriu, no último ano, a alemã GHH para incrementar soluções em hard rocks (rocha dura). A incorporação permitiu à Komatsu ampliar sua oferta tecnológica e avançar na construção de uma linha mais abrangente de soluções voltadas ao ambiente subterrâneo.
Entre os equipamentos que passam a integrar essa estratégia estão o caminhão rebaixado HX45, para transporte de material em galerias e frentes de lavra, e a carregadeira de subsolo WX15, com capacidade de 15 toneladas. Para segurança das operações, a linha inclui os Bolters ZB21 e ZB31, usados na contenção de maciço, os Scalers da Dux Machinery (modelo DS30RB), para desplacamento de rochas instáveis após detonações, e os jumbos de perfuração ZJ21 e ZJ32.
“Hoje temos condições de entregar solução completa em mineração subterrânea para os clientes, desde tecnologia como equipamentos para transporte, carregamento e perfuração”, afirma Antunes.
A comunicação com clientes no Brasil é feita a partir da matriz em Belo Horizonte. A empresa atende líderes do País em extração de minério em subsolo, como ouro, níquel, cobre e potássio.
Para Antunes, o mercado mineiro é referência nacional tanto em mineração de superfície quanto de subsolo. “Nossos clientes estão com projetos de expansão que, ao longo dos próximos cinco anos, vão demandar mais equipamentos de subsolo, que conseguimos entregar, além da geração de empregos. Temos uma expectativa de crescimento no segmento de 7% em cinco anos”, avalia.
Além de Minas Gerais, a empresa mantém presença relevante no Nordeste, especialmente na Bahia, e no Norte, com protagonismo do Pará. A maior parte da mineração subterrânea atendida pela Komatsu é voltada a rochas macias, como potássio, sal e carvão, usados principalmente na geração de energia, segmento em que Estados Unidos, Canadá e Rússia lideram o mercado global.
Mineração subterrânea ganha espaço no mercado global
A mineração subterrânea vem ganhando visibilidade pela importância crescente em nível global. O Brasil, segundo Antunes, chega depois da Europa em volume, mas fora do País a tendência já é considerada ultra consolidada.
Atualmente, grandes empresas do setor mineral começam a mapear terrenos para migrar operações de superfície para projetos em subsolo. Além do portfólio de equipamentos, as empresas também direcionam esforços para a capacitação de equipes nas áreas comercial, de assistência técnica e de pós-venda.
Tecnologia e segurança também são pontos-chave nesse mercado, que exige máquinas robustas e com poucas falhas. Para os próximos anos, a expectativa é avançar em produtos que incluam sistemas de telemetria, localização e operação remota com foco em retirar operadores de áreas de risco, permitindo controlar as máquinas à distância, o que aumenta a segurança, os turnos de trabalho e a produtividade.
“Em 2017, 63% da mineração global era de superfície e 37% subterrânea. Até 2040, a expectativa é que esse mercado recue de 63% para 57% em superfície e cresça para 43% em subsolo”, finaliza Antunes.
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