Cultura é desenvolvimento

Futuro Museu das Árvores e o resort da Vila Galé reforçam a vocação turística de Brumadinho, na Região Metropolitana
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Cultura é desenvolvimento
De acordo com a Secretaria de Turismo, Cultura e Eventos de Brumadinho, a cidade recebe em torno de 300 mil visitantes por ano | Foto: Luiz Santana / ALMG

A cidade de Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está provando que a cultura pode ser um dos motores do desenvolvimento econômico sustentável. Tendo como principal atrativo o Instituto Inhotim, um dos maiores museus a céu aberto do planeta, o município ganhará outro empreendimento do gênero, desta vez com investimento de R$ 1 bilhão.

O empresário Bernardo Paz, fundador do Inhotim, anunciou nesta semana a criação do provisoriamente chamado Museu das Árvores, que será instalado ao lado do museu mundialmente famoso, doado há três anos para um instituto independente. Serão 40 pavilhões que abrigarão aproximadamente 3 mil obras de arte.

O projeto é grandioso e certamente impulsionará ainda mais o turismo em Brumadinho.

Mais do que um novo equipamento cultural, o empreendimento reforça um modelo de desenvolvimento baseado na economia criativa. Investimentos dessa natureza movimentam diversos segmentos, da construção civil à hotelaria, passando pelo comércio, pela gastronomia e pelos serviços. Além disso, ampliam o tempo de permanência dos visitantes e aumentam a circulação de renda no município.

Brumadinho demonstra que a cultura pode ser um ativo econômico de longo prazo, capaz de gerar empregos, atrair investimentos e fortalecer a imagem da cidade no Brasil e no exterior.

Essa estratégia ganha ainda mais força com outros investimentos privados anunciados para a região. A rede portuguesa Vila Galé, por exemplo, está implantando um resort em Brumadinho, com investimento de aproximadamente R$ 130 milhões, ampliando a oferta de hospedagem e consolidando a cidade como um destino turístico de padrão internacional.

Esse movimento mostra que, apesar da tragédia provocada pelo rompimento da barragem da mina Córrego do Feijão, em 2019, Brumadinho não parou. Ao contrário, buscou alternativas para manter o desenvolvimento econômico. Mais importante ainda, o município vem encontrando um caminho para reduzir a dependência da mineração e diversificar sua economia. Trata-se de um exemplo para centenas de cidades mineiras que ainda buscam alternativas para ampliar sua base econômica.

Além disso, Brumadinho revela ao mundo a força e o potencial de Minas Gerais para atrair milhões de turistas interessados em conhecer suas belezas naturais, seu patrimônio cultural e sua tradicional gastronomia.

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