Grupo Casa Grande reúne R$ 185 milhões em VGV entre obras e lançamentos no Barreiro

Empresa com quase 50 anos na regional Barreiro planeja lançamentos e obras, impulsionada pelo potencial de autonomia econômica
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Grupo Casa Grande reúne R$ 185 milhões em VGV entre obras e lançamentos no Barreiro
Para a empresa, o potencial do Barreiro está ligado à infraestrutura e à autonomia econômica da região, que tem cerca de 300 mil habitantes | Foto: Divulgação Casa Grande Incorporações Barreiro

Com cerca de 300 mil habitantes e perfil de comércio e serviços consolidado, a regional do Barreiro, em Belo Horizonte, segue como um dos locais que oferecem oportunidades para novos empreendimentos imobiliários. Com sede no Barreiro há quase 50 anos, o Grupo Casa Grande concentra os aportes na região e soma aproximadamente R$ 185 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV) entre empreendimentos em construção e próximos lançamentos.

O montante reúne o Residencial Petra, previsto para ser lançado em setembro, com VGV estimado em R$ 70 milhões, além dos empreendimentos Lisboa Residence, com VGV de quase R$ 60 milhões, e do Arbo Residence & Mall, no bairro Diamante, com VGV de R$ 55 milhões, ambos em construção.

“Estamos no Barreiro há quase 50 anos. A nossa sede é no Barreiro e o nosso nicho e foco de atuação também é no Barreiro. Nosso objetivo é sempre estar incorporando e construindo na região”, explicou o CEO do Grupo Casa Grande, Pedro Augusto Rezende.

Empreendimento Casa Grande
Foto: Divulgação Casa Grande Incorporações Barreiro

Ainda conforme Rezende, o potencial do Barreiro está ligado à infraestrutura e à autonomia econômica da região, que é muito rica em comércio e serviços. “Quem está na região não precisa sair para ir ao Centro para praticamente nada. São quase 300 mil habitantes. Se fosse uma cidade, estaria entre as 10 maiores de Minas Gerais”, observou.

O próximo lançamento da incorporadora será o Residencial Petra, previsto para setembro. O empreendimento terá uma torre com 128 apartamentos de dois quartos com suíte, área de lazer completa e espaço comercial no térreo. A previsão é oferecer unidades dentro da Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), com apartamentos a partir de R$ 440 mil.

Vista área de projeto da Casa Grande Incorporações
Foto: Divulgação Casa Grande Incorporações Barreiro

“O Petra terá um VGV em torno de R$ 70 milhões. O início das obras dependerá da conclusão dos processos de documentação. Mas, a expectativa é que ocorra entre o fim de 2026 e o início de 2027. O prazo estimado para execução é de três anos”, contou.

Além do Petra, a empresa está com dois empreendimentos em construção. O Lisboa tem entrega prevista para novembro de 2027 e VGV de quase R$ 60 milhões. O empreendimento oferece apartamentos de dois quartos com suíte, a partir de R$ 650 mil, e unidades de três quartos em torno de R$ 900 mil.

“O Lisboa terá apartamentos premium e está com 60% das unidades vendidas e cerca de 35% das obras concluídas”, explicou Rezende.

CEO do Grupo Casa Grande, Pedro Augusto Rezende
Foto: Divulgação Casa Grande Incorporações Barreiro

O Arbo, por sua vez, possui VGV de R$ 55 milhões e a entrega está prevista para março de 2028. Segundo Rezende, o empreendimento já alcançou quase 90% das vendas e só possui unidades de três quartos disponíveis. Outro empreendimento entregue recentemente, em janeiro, foi o Alma, que teve todas as unidades, cada uma avaliada em torno de R$ 1,2 milhão, comercializadas.

Rezende explica que a Faixa 4 do MCMV, que contempla famílias com ganhos mensais de até R$ 13 mil e permite o financiamento máximo de R$ 600 mil, tem alavancado os negócios, porém, o desempenho poderia ser ainda melhor, caso a taxa de juros estivesse menor.

Projeto da Casa Grande Incorporações
Foto: Divulgação Casa Grande Incorporações Barreiro

“Os juros influenciam diretamente o mercado, principalmente pela dependência do financiamento imobiliário entre os compradores. Quando a taxa cai, facilita muito e conseguimos vender mais. Mas, mesmo com juros altos, os bancos continuam batendo recordes de financiamento. A necessidade das pessoas de comprar continua muito alta. Se a queda dos juros continuar, vai impulsionar bastante os próximos lançamentos”, disse.

Com o mercado promissor, a empresa projeta encerrar o ano com alta de 10% no faturamento.

Sobre o autor

Michelle Valverde

Repórter do Diário do Comércio desde 2009. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva.

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