Riqueza que precisa ficar

Com potencial para injetar R$ 43,9 bilhões na economia do Estado, os minerais críticos colocam Minas Gerais em posição privilegiada na economia global
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Riqueza que precisa ficar
Foto: Reprodução Adobe Stock

Um levantamento feito pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) mostra o potencial dos minerais críticos para fomentar o desenvolvimento econômico de Minas Gerais. Estima-se que a exploração desses insumos para a transição energética e para o setor tecnológico possa injetar R$ 43,9 bilhões na economia mineira, o que representa 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB).

Os minerais críticos colocam Minas Gerais em uma posição estratégica na economia global. Em um momento em que a transição energética, a eletrificação dos transportes e o avanço de novas tecnologias ampliam a demanda por insumos como lítio, grafita, níquel e terras-raras, o Estado reúne condições para assumir protagonismo em um mercado que tende a crescer nas próximas décadas. Mais do que um bom desempenho econômico conjuntural, trata-se de uma oportunidade histórica.

Porém, a experiência mineira com a exploração de recursos naturais ensina que a abundância, por si só, não garante desenvolvimento sustentável. Ao longo de décadas, a mineração foi responsável por impulsionar a economia, gerar empregos e fortalecer as exportações. Mas também evidenciou a necessidade de diversificar a atividade econômica e ampliar os benefícios para a sociedade.

Algo que já vem sendo dito, mas precisa ser repetido diversas vezes para que Minas não perca o trem da história, é que é imprescindível transformar esse potencial em crescimento econômico. Isso significa criar um ambiente capaz de atrair investimentos não apenas para a extração mineral, mas também para o processamento, a pesquisa, a inovação e a fabricação de produtos de maior valor agregado. A riqueza produzida no subsolo precisa impulsionar conhecimento, tecnologia e oportunidades acima da superfície.

Esse caminho depende de uma combinação de fatores. Segurança jurídica, infraestrutura logística eficiente, formação de mão de obra qualificada, incentivos à inovação e processos regulatórios previsíveis são condições indispensáveis para consolidar uma cadeia produtiva robusta.

Porém, o País ainda patina na promoção de um ambiente atrativo para os investimentos. O caso mais emblemático é que a Política Nacional de Minerais Críticos continua parada no Senado.

Os minerais críticos representam uma oportunidade rara. Aproveitá-la plenamente exigirá visão estratégica para que a riqueza gerada hoje se traduza em prosperidade para as próximas gerações.

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