Zurich vende participação no BH Airport para grupo mexicano

Operação envolve participação indireta de 12,75% no aeroporto de Confins e deve gerar ganho líquido de cerca de 17 milhões de francos suíços à companhia
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Zurich vende participação no BH Airport para grupo mexicano
Foto: BH Airport / Daniel Mansur

A Zurich Airport celebrou um acordo para vender sua participação minoritária indireta no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (BH Airport), em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), à Aeropuerto de Cancún, subsidiária do grupo mexicano Aeroportuario del Sureste (ASUR), com sede na Cidade do México.

A transação, segundo a Zurich Airport, deverá resultar em um ganho líquido não recorrente de aproximadamente 17 milhões de francos suíços (CHF). A operação, entretanto, ainda está sujeita às condições usuais de fechamento, incluindo as aprovações regulatórias necessárias, e deverá ser concluída nos próximos meses.

Estratégia é concentrar atuação em aeroportos sob controle

Operado pela BH Airport há 12 anos, o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte movimentou aproximadamente 13,3 milhões de passageiros em 2025, segundo a concessionária. O volume representa crescimento de 7,8% em relação a 2024 e de 19,2% na comparação com o período pré-pandemia.

A Zurich Airport ingressou no projeto como investidora minoritária há mais de dez anos e detém participação indireta de 12,75%. Conforme a empresa, a venda está alinhada à estratégia internacional de concentrar sua atuação em aeroportos nos quais detenha participação majoritária e responsabilidade operacional.

Apesar da transação, a administradora de aeroportos reforça que Brasil e a América Latina continuam sendo mercados estratégicos. “A transação faz parte da estratégia de gestão de portfólio do Grupo e não altera o compromisso com a região, nem a intenção de buscar futuras oportunidades de crescimento”, afirma em comunicado.

No Brasil, a Zurich Airport controla 100% da operação dos aeroportos de Florianópolis (Santa Catarina), Macaé (Rio de Janeiro), Natal (Rio Grande do Norte) e Vitória (Espírito Santo), em contratos de concessão com duração de 30 anos.

Sobre o autor

Daniel de Andrade

Repórter do Diário do Comércio. Graduado em Jornalismo pela PUC Minas, com experiência em comunicação corporativa. 2º lugar no prêmio Adep-MG de jornalismo 2026

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