Fundação Salvar mobiliza mais de R$ 75 mi para projetos

Iniciativa visa ampliar a capacidade de atendimento da corporação sem depender somente do orçamento público
Ouvir a matéria 0:00 / 0:00
Fundação Salvar mobiliza mais de R$ 75 mi para projetos
Entre as iniciativas da fundação, destaca-se o projeto Voando para Salvar, voltado à aquisição do helicóptero Arcanjo 15, avaliado em R$ 43,5 milhões | Foto: Divulgação CBMMG

No mês de aniversário do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), a Fundação Salvar – Organização da Sociedade Civil (OSC) criada em 2019 por um grupo de bombeiros militares – faz um balanço das atividades nestes sete anos de existência, completados em 23 de agosto.

Idealizada para fortalecer a corporação, a instituição mobiliza recursos para transformá-los em estrutura operacional para o CBMMG, ampliando a capacidade de atendimento da corporação sem depender exclusivamente do orçamento público.

Desde a sua fundação, a Salvar já executou 279 projetos, mobilizou mais de R$ 75 milhões e ampliou a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais em municípios que concentram mais da metade da população do Estado. O resultado consolidou a instituição como uma parceira estratégica na estruturação e no fortalecimento operacional dos bombeiros em Minas Gerais.

Entre as iniciativas, destaca-se o projeto Voando para Salvar, voltado à aquisição do helicóptero Arcanjo 15, avaliado em R$ 43,5 milhões. A compra da aeronave foi viabilizada por meio da Plataforma Semente, mecanismo que direciona recursos de acordos judiciais a projetos de relevante impacto social, fruto de uma parceria entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e o Ministério Público Federal (MPF). O Arcanjo 15 ampliou significativamente os resgates e atendimentos aéreos em Minas Gerais.

Fellipe Maciel
Fellipe Maciel destaca que parcerias viabilizam eequipamentos até viaturas de resgate | Foto: Divulgação Marcos Gabriel

Para o vice-presidente da Salvar, major Deywes Ferreira, a criação da instituição partiu da necessidade de equipar ainda mais os militares mineiros. “Vivíamos a dificuldade real de equipar a corporação com o que era necessário para atender bem a população. A associação surge para transformar parcerias em capacidade operacional real para os bombeiros e isso chega aos cidadãos”, explica Ferreira, que integrou o grupo fundador da fundação.

A atuação da fundação alcançou 22 unidades militares, cobrindo 75% da malha operacional de Minas Gerais, entre pelotões, postos e companhias, responsáveis pelo atendimento a 667 municípios.

Recursos

O impacto é sustentado por uma ampla rede de parceiros. A maior fatia dos recursos (66,3%) provém da Plataforma Semente, iniciativa do MPMG que destina valores de termos de ajustamento de conduta (TAC) e compensações ambientais a projetos socioambientais. Isoladamente, o MPMG foi o órgão que mais aportou verbas, enquanto o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) lidera em número de projetos firmados.

Segundo o presidente da Fundação Salvar, tenente-coronel Fellipe Maciel, essas parcerias viabilizam desde equipamentos para operações aquáticas até viaturas de resgate. Em Ubá, na Zona da Mata de Minas Gerais, por exemplo, um TAC permitiu a compra de viaturas do tipo Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS).

A resposta aos períodos chuvosos na Zona da Mata também recebeu reforço, com a destinação de recursos para ABTS em Juiz de Fora e região, além de ações voltadas à proteção de Unidades de Conservação e Áreas de Preservação Permanente contra incêndios florestais. Somados, esses investimentos chegam a quase R$ 10 milhões revertidos em serviços diretos à sociedade.

O presidente destaca que os resultados marcam uma fase de maturidade institucional. “Quando olhamos para esses sete anos, vemos uma fundação consolidada, com uma estrutura de apoio aos bombeiros e projetos que ampliam o poder de resposta da corporação. Cada projeto aprovado representa uma comunidade mais protegida. Nosso próximo desafio é levar esse mesmo cuidado aos municípios menores, que ainda não foram alcançados pela fundação e estamos abertos à iniciativa privada também”, afirma Maciel.

Um levantamento interno aponta que 463 municípios mineiros com até 10 mil habitantes ainda não receberam ações da Salvar, a maioria com presença do CBMMG. Esse grupo representa a principal fronteira de expansão da entidade para os próximos anos e são foco de intenção de atuação institucional.

Sobre o autor

Élida Ramirez

Rádio Itatiaia

Ouça a rádio de Minas