Minas Gerais é o 3º estado que mais vende veículos eletrificados no país em 2026, segundo associação do setor

Estado se consolida em um mercado cada vez mais em expansão e que espera bater recordes de emplacamentos este ano
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Minas Gerais é o 3º estado que mais vende veículos eletrificados no país em 2026, segundo associação do setor
Foto: Divulgação CMU Energia

Quem passa pelas ruas de cinco das principais cidades de Minas Gerais, como Belo Horizonte, Uberlândia, Juiz de Fora, Contagem e Montes Claros, certamente já se deparou com vários modelos de carros eletrificados circulando. Esses municípios são os principais consumidores de veículos eletrificados no Estado.

E o apreço pelos eletrificados não é “à toa”. O Estado é o terceiro maior consumidor desse tipo de veículo, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), em números consolidados em 2026. Foram comercializadas, até setembro, em terras mineiras, 29.281 unidades, ficando atrás apenas de São Paulo (105.763 veículos) e Brasília (31.529 unidades). Minas Gerais representou 10,4% das vendas nacionais deste ano até agora.

Das quase 30 mil unidades vendidas, 6.435 veículos foram emplacados somente em setembro, 131% a mais do que em relação ao mesmo período de 2025, dando a Minas o posto de segundo maior comprador no mês, “perdendo” apenas para São Paulo. Belo Horizonte concentrou a maioria dos emplacamentos, com 4.083 vendas no nono mês do ano.

E a expectativa para o encerramento de 2026 é grande, já que o setor celebrou recentemente 1 milhão de veículos eletrificados vendidos desde que os modelos chegaram ao País, em 2012, com expansão de vendas consolidada a partir de 2020.

“O mercado de veículos eletrificados, que reúne os híbridos e os elétricos, vinha pelo menos dobrando de tamanho a cada dois anos, e nos últimos três anos a velocidade desse crescimento aumentou ainda mais. A Abve acompanha a série histórica desses veículos desde 2012, e no final de setembro celebramos a marca de 1 milhão de veículos eletrificados emplacados no Brasil. É um marco muito importante, que mostra como o nosso mercado vem amadurecendo”, disse o vice-presidente da ABVE, Thiago Sugahara.

Thiago Sugahara
O vice-presidente da ABVE, Thiago Sugahara, aponta a queda nos preços dos veículos eletrificados como fator para o aumento da demanda | Foto: Divulgação ABVE

Thiago Sugahara, vice presidente da Abve, está otimista para o setor bater recorde de emplacamentos em 2026- Divulgação/Abve

Expectativas

Considerando esse desempenho da indústria dos eletrificados, a expectativa do setor para o restante do ano é de crescimento e de um final muito positivo para 2026. E, mesmo que haja mudança de governo, o movimento dos veículos eletrificados no País é “sem volta”, segundo Sugahara.

“O mercado está avançando. Em 2020, seis anos atrás, o Brasil emplacou quase 20 mil veículos eletrificados. Num mercado de 2 milhões de automóveis, isso representava 1%. Em 2025, o mercado ultrapassou a marca de 240 mil veículos eletrificados e chegou a quase 10% de participação, ou seja, um em cada dez carros novos vendidos era híbrido ou elétrico. Em 2026, um novo recorde: atualmente, um a cada cinco veículos novos comercializados no Brasil é eletrificado. Estamos ganhando cada vez mais tração, o que mostra que a eletrificação é um caminho sem volta”, comenta o vice-presidente da ABVE.

O mercado nacional está mais maduro e há novos players no País, o que aumentou a oferta de modelos híbridos, híbridos plug-in e elétricos. Com mais oferta e preços menores, esses veículos têm se popularizado muito rápido.

Há cinco ou seis anos, os carros elétricos custavam em média R$ 250 mil e tinham autonomia na faixa de 150 a 200 quilômetros. “Hoje, o tíquete médio é de R$ 150 mil ou menos, com carros que têm autonomia que varia de 250 a 400 quilômetros”, explica Sugahara.

“Nossa expectativa para 2026 é de mais de 450 mil veículos eletrificados emplacados no Brasil. Esse número ainda pode surpreender, dada a velocidade do crescimento: saímos de 9,7%, ou 10%, em 2025 para praticamente 20% de participação de mercado este ano”, completa o dirigente.

Sobre o autor

Anderson Gonçalves

Jornalista desde 2002, especialista em Projetos Editoriais e campanhas políticas. Desde 2025 é repórter de economia e negócios no Diário do Comércio.


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