Produtores de algodão de Minas usam monitoramento digital e robótica para otimizar manejo agrícola
A Solinftec, empresa de tecnologia agrícola com sede em Araçatuba, em São Paulo, e filial em Patrocínio, no Alto Paranaíba, desenvolveu soluções para o agronegócio que promovem o aumento da produtividade, uso eficiente de recursos e sustentabilidade no campo. Com foco em culturas como algodão, soja, milho, café e cana-de-açúcar, a companhia aposta na digitalização completa de processos e na robótica autônoma para transformar a gestão das lavouras.
Em Minas Gerais, a Solinftec tem forte atuação na região do Cerrado Mineiro, atendendo produtores de soja, café e algodão. Entre os produtos estão a plataforma de rastreabilidade da empresa, que teve origem na Bahia e no Mato Grosso, mas já é utilizada no Cerrado Mineiro há duas safras e vem passando por um processo de expansão. Uma das culturas em que o sistema é aplicado é o algodão, e, com ela, é possível acompanhar todas as etapas da lavoura no campo.
O sistema de monitoramento e rastreabilidade digital realiza desde a telemetria de máquinas, passando pelo monitoramento climático por meio de estações meteorológicas no campo até o acompanhamento de todo o processo agrícola sem a necessidade de intervenção humana.
Atualmente, no algodão, mais de 30 produtores da região do Cerrado em Minas utilizam a tecnologia. Em nível nacional, a Solinftec monitora e rastreia de forma digital cerca de 700 mil hectares de algodão. A tecnologia registra ainda dados como latitude, longitude, área, condições climáticas e peso dos rolos de algodão produzidos. Esses dados são integrados via Interface de Programação de Aplicações (API) e podem ser utilizados pelos produtores para o processo de certificação final do produto voltado à exportação.
De acordo com o CEO da Solinftec, Emerson Crepaldi, o principal diferencial do sistema é a automação. “Com a plataforma, o produtor consegue monitorar as lavouras de forma 100% autônoma, com garantia, com confiabilidade, sem ter erros de apontamentos manuais ou digitais. Ela também vem para reduzir a necessidade de mão de obra de campo, diminuindo o custo operacional e ajudando em um dos maiores gargalos do setor, que é a oferta de trabalhadores.”
Robótica e Inteligência Artificial no campo
Em busca de levar maior eficiência ao campo e contribuir para os ganhos em produtividade e competitividade, a Solinftec também desenvolveu o Solix, um robô autônomo que opera nas culturas de soja, milho, cana-de-açúcar e algodão. Equipado com tração 4×4, motorização híbrida (elétrica e a combustão) e tanque de 600 litros, o robô realiza a aplicação seletiva de herbicidas diretamente nas plantas daninhas identificadas por inteligência artificial.
O Solix também atua no mapeamento da lavoura, identificando falhas de semeadura, taxa de crescimento, índices de vegetação e a presença de pragas como lagartas. A tecnologia permite reduzir o uso de herbicidas em até 90%, preservando a biota do solo e otimizando a aplicação de reguladores de crescimento de forma faseada.
Conforme Crepaldi, o robô resolve gargalos de mão de obra e opera sob condições climáticas adversas. Além disso, diante da ameaça de um El Niño severo, pode ser uma boa ferramenta para monitorar as lavouras e permitir que o produtor tome decisões no tempo correto.
“Diante de variações climáticas como as causadas pelo fenômeno El Niño,o produtor consegue monitorar de perto a situação em cada talhão. Então, é possível fazer um manejo muito mais específico, muito mais centralizado dentro da fazenda e distribuído para uma melhor performance.”
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