Agronegócio

Região Central mineira passa a ser estratégica para o agronegócio

Decreto reconhece potencial da região Central e prevê ações integradas para impulsionar produção, logística e investimentos.
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Região Central mineira passa a ser estratégica para o agronegócio
Região Central, com destaque para Curvelo, tem condições favoráveis de cultivo e também logística aprimorada e acesso às principais BRs que cortam o Estado | Foto: Reprodução Adobe Stock / Mailson Pignata

O estabelecimento da Política Estadual de Desenvolvimento Agrícola da Região Central Mineira por parte do governo de Minas Gerais é considerado um marco para o planejamento territorial e para o desenvolvimento do agronegócio de Minas Gerais. Com a publicação do decreto Decreto nº 49.229, de 15/05/2026, a região Central, que tem como destaque o município de Curvelo, passou a ser reconhecida como área estratégica para articulação de políticas públicas voltadas à produção agropecuária, agroindustrialização, logística, inovação tecnológica, energia, irrigação, sustentabilidade e atração de investimentos.

Conforme o gerente regional do Sistema Faemg Senar e responsável pela Região Central, Ricardo Costa, ela desponta como a nova fronteira agrícola do Estado, isso por ter áreas favoráveis a várias culturas, como o café, a soja, o milho, a cana-de-açúcar e também a pecuária de corte e de leite.

“A região tem grande potencial com várias culturas sendo implantadas e investimentos chegando. A presença da fábrica de nutrição animal da Cooperativa Central dos Produtores Rurais (CCPR), mostra esse potencial do agronegócio e, com isso, várias outras empresas estão chegando”, confirmou o gerente.


Ainda segundo Costa, além das condições favoráveis de cultivo, incluindo oferta de terras e clima, a região Central se destaca como um futuro polo produtivo do agronegócio em função do fácil acesso, da logística aprimorada e do fato de ser o local onde as principais BRs do Estado se cruzam.

“Além da logística facilitada, a região tem uma topografia plana, com acesso fácil à captação de água e facilidades para projetos de irrigação. Mas, faltava um apoio e o desenvolvimento de políticas públicas para favorecer ainda mais o progresso da região. Com o intermédio do Sistema Faemg Senar, apoio da Seapa e todo um embasamento técnico da Embrapa, conseguimos o estabelecimento dessa Política Estadual de Desenvolvimento Agrícola da Região Central Mineira. Sem dúvida nenhuma, a iniciativa vai trazer muito desenvolvimento para a região e abrir as portas para a nova fronteira agrícola”, explicou.

Conforme os dados divulgados pelo governo mineiro, a política nasce com a proposta de superar a fragmentação institucional existente entre órgãos, programas e territórios, criando uma estrutura permanente de governança regional capaz de integrar ações do Estado e do setor produtivo.

Com o decreto, o primeiro passo, será a realização de um diagnóstico para mapear as potencialidades, o que permitirá o avanço na estruturação de propostas de aproveitamento da terra, de produção agrícola e pecuária da região.

A partir do diagnóstico, também será possível identificar os investimentos que serão feitos pelo Estado e por entidades privadas para aproveitar a potencialidade da região, que tem uma topografia muito propícia para a agricultura e demanda já estabelecida, inclusive, com a indústria de processamento de grãos.

O decreto prevê ainda a criação da Câmara Técnica da Região Central Mineira (CT-Central), no âmbito do Conselho Estadual de Política Agrícola (Cepa), que será responsável pelo planejamento, acompanhamento e avaliação das ações integradas voltadas ao desenvolvimento regional.

Entre as atribuições da Câmara Técnica, estão a elaboração de diagnóstico territorial, definição de prioridades estratégicas, a articulação entre instituições públicas e privadas e o monitoramento dos resultados alcançados.

A proposta foi construída de forma colaborativa pelo governo de Minas com o setor produtivo e instituições de pesquisa, com participação das secretarias de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), além do Sistema Faemg/Senar e da Embrapa Milho e Sorgo.

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