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DC Mais Movimento Minas 2032

Efeito do clima nos biomas é tema de debate do DC

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Crédito: REUTERS/Bruno Kelly

Em continuidade à série Diálogos DC, realizada no âmbito do Movimento Minas 2032, o DIÁRIO DO COMÉRCIO promoveu, na última sexta-feira (24), o debate virtual com o tema “Biomas Brasileiros e o Clima”.

O evento contou com as participações do engenheiro florestal, pesquisador de mudanças climáticas e doutorando da Universidade Federal de Minas Gerais, Argemiro Teixeira Leite Filho, e do gerente-geral de relações institucionais e sustentabilidade da ArcelorMittal Brasil, Guilherme Corrêa Abreu.

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Segundo o pesquisador Argemiro, entender o papel do ser humano em meio às mudanças climáticas exige um olhar, principalmente, para o modelo de uso e de ocupação do solo e dos recursos naturais sobre os quais as sociedades se desenvolveram.

“Eu chamo atenção para o Brasil, onde se acreditou, e infelizmente, ainda se acredita em alguns setores, que há a necessidade de exploração de áreas preservadas para que haja o desenvolvimento”, afirma o pesquisador.

O futuro dos biomas e da vida

Como exemplo desse aproveitamento abusivo, Argemiro lembra que a exploração predatória de madeira, a pecuária extensiva, os cultivos agrícolas, caso da sojicultura que se expande em biomas como o Cerrado e a Floresta Amazônica, e a urbanização acelerada em áreas de Mata Atlântica provocam a substituição dos biomas.

“Isso tudo acaba nos levando a modificações físicas da superfície da terra, tanto nos padrões de radiação quanto na quantidade de vapor d’água que retorna à atmosfera, o que acaba nos trazendo uma série de malefícios”, indica o pesquisador Argemiro.

De forma prática, ainda segundo Argemiro, as projeções mostram que o aumento dos gases de efeito estufa e o desmatamento irão resultar, até 2100, na elevação de temperatura de 5,5º, em média, no Cerrado. Além disso, a savana brasileira, como é conhecido esse bioma, pode sofrer com a redução de 10% a 45% do volume anual de chuvas tal como é conhecido hoje.

No caso da Amazônia, o desmatamento já mostra efeitos negativos na atualidade, uma vez que diminuiu a duração dos dias em que há precipitações no bioma e, igualmente, reduz o volume de chuvas – não só na região, mas em todo o país.

Em artigo publicado na Revista Nature, do qual participou Argemiro, pesquisadores brasileiros apontam que o desmatamento pode provocar prejuízos de 1 bilhão de dólares para a agricultura do país, porque os cultivos no local não são irrigados e dependem das chuvas e da saúde dos lençóis freáticos.

Ainda para o pesquisador, o cenário atual demanda forte governança ambiental e a atenção do setor produtivo para a conservação dos biomas mais importantes: a Amazônia e o Cerrado, sendo necessário, ainda, que a ciência assuma o protagonismo para atuar contra as questões climáticas no país.

Empresas na luta contra o aquecimento global

De acordo com o gerente da ArcelorMittal, Guilherme Corrêa Abreu, a empresa de aços interiorizou os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, definidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), para criar diretrizes que norteiam a sustentabilidade e trabalhar, no coração do negócio, as questões climáticas e ambientais, além daquelas voltadas às pessoas (diversidade e inclusão).

Conforme afirmou Abreu, a ArcelorMittal tem como compromisso zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050 em todos os países na qual está presente, o que, segundo o gerente-geral, demanda o desenvolvimento de novas tecnologias, mudanças na forma de produção e no produto final, além do modelo de gestão de negócios, que deve acompanhar toda a cadeia produtiva.

O processo de rever a produção do aço é fundamental, de acordo com Abreu, já que a indústria mundial do produto é responsável por 7% a 9% das emissões de carbono. Além disso, com o crescimento da população e daquela faixa inserida em camadas de classe média a demanda por produção tende a aumentar consideravelmente.

“A produção mundial de aço vai dobrar até 2050. Então, ou mudamos a forma de fazer aço com menor impacto de emissão de carbono ou realmente nós estaremos em cenários não interessantes”, aponta Abreu. Outra característica apontada pelo gerente-geral e que pode fazer a diferença no futuro é que o aço é facilmente reaproveitado e “permite que, em seu reuso, não haja perdas em suas propriedades e características” em relação ao produto anterior.

Hoje, a ArcelorMittal trabalha com projetos para a produção de materiais inteligentes e tecnológicos voltados, por exemplo, para a construção civil e o setor automobilístico. No caso do setor automotivo, a empresa busca oferecer aços mais leves, com a mesma qualidade, que contribuem para a redução do consumo de combustível.

Sobre o MM2032

O Movimento Minas 2032 tem como organizadores o DIÁRIO DO COMÉRCIO e o Instituto Orior, com o patrocínio da ArcelorMittal e o apoio da BH Airport.

Os participantes do movimento são ArcelorMittal, BHCVB, CDL/BH, FCDL, FDC, Fecomércio MG, Federaminas, Fiemg, Ocemg, Instituto Movimento pela Felicidade, Cemais, Fapemig, UFMG, Governo de Minas, Instituto Capitalismo Consciente, Legacy For Business, Instituto Aquila, Save Cerrado, Fundamig, Sociedade Mineira de Engenheiros, Sesc-MG, Ibef, Fundação Pitágoras, América Futebol Clube, Associação Mineira de Municípios, Instituto Ramacrisna, Automato, Associação Mineira da Indústria Florestal e Zeigler Advogados.

Veja o material completo no vídeo abaixo.

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