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Estoques nacionais de aço tendem a aumentar

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As empresas deverão operar com estoques menores | Crédito: Divulgação

Os estoques nacionais de aço devem ficar mais equilibrados à demanda a partir de maio, segundo os dados divulgados, ontem, pelo Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). O aumento das importações, a manutenção da produção nas usinas nacionais e as vendas um pouco menores que as compras – em função dos preços elevados do aço e das medidas restritivas para conter o avanço do Covid-19 – são fatores que irão contribuir para a regularização.

Em março frente a fevereiro, as compras do setor de distribuição de aço cresceram 5,6% enquanto as vendas aumentaram 4,2%, o que contribuiu para formação dos estoques. Na comparação com março do ano passado, a evolução nas compras ficou em 24,8% e nas vendas em 22,7%.

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Apesar das expectativas de recomposição, a tendência é que as empresas se mantenham com estoques menores que os tradicionais, suficientes para cerca de 2,5 a 3 meses, já que os preços do aço estão muito elevados e a formação de estoques maiores comprometeria o capital de giro. Antes da pandemia, os estoques eram suficientes para cerca de 3,2 a 3,5 meses.  

De acordo com os dados do Inda, as compras dos distribuidores de aço no mês de março registraram alta de 5,6%, frente a fevereiro, com volume total de 340,1 mil toneladas, contra 321,9 mil toneladas. Em relação a março do ano passado, quando as aquisições chegaram a 272,5 mil toneladas, o volume apresentou alta de 24,8%.

No primeiro trimestre, o volume de aço comprado pelas distribuidoras soma 997,9 mil toneladas, variação positiva de 13,9%, frente ao mesmo intervalo de 2020. Com o volume de março, no acumulado dos últimos 12 meses, as compras de aço chegaram a 3,5 milhões de toneladas, volume que ficou 10,3% maior.  

Vendas aquecidas 

As vendas continuam aquecidas, porém, o ritmo foi menor que o das compras. De acordo com o Inda, as vendas de aços planos, em março, cresceram 4,2% na comparação com fevereiro, atingindo o montante de 325,4 mil toneladas, contra 312,3 mil toneladas. Em relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 265,3 mil toneladas, foi registrada alta de 22,7%.

“Com relação a março do ano passado, a diferença de 22,7% é fruto da grande influência da pandemia de Covid-19 nos resultados de março de 2020. Essa influência será ainda mais notada nos resultados de abril, que junto com maio, foram os piores meses”, explicou o presidente do Inda, Carlos Loureiro. 

Com o resultado de março, no primeiro trimestre, as vendas alcançaram um volume de 962,4 mil toneladas, variação positiva de 16,1%. Em 12 meses, as vendas do setor cresceram 12,4% e somam 3,68 milhões de toneladas.

“A tendência para abril é de vendas 5% menores frente a março, porque teremos menos dias úteis que no mês passado. Além disso, a adoção de um certo lockdown em vários estados vai causar impacto direto. Por outro lado, as compras devem manter o mesmo ritmo de março, o que vai, provavelmente, aumentar nosso estoque”.  

Em relação aos estoques, ao longo de março, foi registrada alta de 2,1% na comparação com o mês anterior, atingindo o montante de 711,2 mil toneladas contra 696,5 mil. O giro de estoque fechou em 2,2 meses. Já em relação a março de 2020, o volume estocado está 16% menor, já que no período o montante era de 846,9 mil toneladas.

“Estamos recuperando um pouco do nosso estoque. Porém, não vamos retomar os estoques tão altos como tínhamos no passado, de 3,2 a 3,5 meses de venda. Vamos ficar entre 2,5 e 3 meses para que a gente não tenha tanta necessidade de capital de giro. O preço do aço subiu muito e para manter a mesma tonelagem o volume de recurso seria muito maior que no passado”, explicou.

Loureiro explica que a expectativa do setor é que as vendas de aço plano encerrem 2021 com alta de 5% a 8% sobre 2020.

Preços do aço

De acordo com o presidente do Inda, Carlos Loureiro, em abril, a CSN, a ArcelorMittal e a Usiminas reajustaram os valores do aço entre 10% e 12%, com isso, o índice de reajuste no acumulado do ano até agora alcançou 35%. Vale ressaltar, que em 2020, a cotação do aço subiu cerca de 90%.

Por enquanto, não existem sinalizações de novos reajustes, que apesar de serem positivos para as usinas, podem impactar de forma negativa no mercado consumidor. Loureiro explica que consumidores já estão adaptando projetos e buscando alternativas para substituir o aço.

“Em abril, todas as usinas fizeram o terceiro reajuste do ano. No momento, não tem nenhuma discussão para um novo aumento. O prêmio está muito baixo, se o dólar superar R$ 6 e o preço internacional continuar subindo, provavelmente teremos algum novo aumento. Por outro lado, o alto custo do aço está criando alguma diminuição de demanda. As usinas estão tendo que levar em conta a queda de consumo em função do elevado preço”. 

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