Acordo na ALMG viabiliza quitação do 13º do Estado

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Acordo na ALMG viabiliza quitação do 13º do Estado
O governo do Estado já tem interessados em adquirir R$ 4,5 bilhões de royalties da exploração do nióbio - Crédito: Bruno Magalhaes / Nitro

Os deputados da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) fecharam um acordo para votar, até o dia 18 de dezembro, o projeto que vai garantir o pagamento do 13º salário dos servidores ainda em 2019 e cessar o parcelamento dos salários no ano que vem. Em coletiva de imprensa, o presidente da Casa, Agostinho Patrus (PV), e líderes da base do governo e da oposição se comprometeram a não obstruir as votações.

“A Assembleia tem tentado, por meio dos projetos votados, enfrentar a crise que Minas Gerais atravessa. Tivemos um ano de muito trabalho e votamos mais de 100 projetos para ajudar o Estado. Agora, chegamos a um acordo para que até 18 de dezembro possamos votar a antecipação dos créditos da Codemig. O projeto vai ser discutido nas próximas semanas na comissão de Minas e Energia, depois na de Fiscalização Financeira e em seguida será pautada no Plenário”, garantiu o presidente.

O anúncio acontece quatro dias depois de o secretário de Planejamento e Gestão de Minas, Otto Levy Reis, ter colocado uma data-limite para a aprovação do texto visando o pagamento do 13º ainda neste exercício.

“Com o acordo, a ALMG mostra sua maturidade e compromisso de votar os projetos que possam colaborar com a recuperação do Estado. Assim tem sido nos últimos meses. Votamos projetos importantes e agora tivemos um entendimento conjunto para que não haja nenhuma obstrução e o projeto siga seu trâmite, com celeridade, mas acima de tudo levando em consideração o aperfeiçoamento por qual deve passar na Casa”, completou.

Entre os projetos que serão votados até dezembro, está o de antecipação de créditos da exploração do nióbio, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O Estado já tem interessados em comprar os cerca de R$ 4,5 bilhões de royalties recebíveis até 2032, mas depende da aprovação por parte da ALMG.

De acordo com o líder do governo na Assembleia, deputado Luiz Humberto Carneiro (PSDB), mesmo com a aprovação em 18 de dezembro, mais de um mês do que propôs o governo do Estado, o Executivo tem recursos pagar os salários e, depois, repor com a cessão dos créditos.

“O governo tem um caixa que pode ser substituído para o pagamento, aí é preferência sobre o que ele vai pagar. Tendo a concordância da Assembleia para a aprovação dos projetos até dezembro, ele poderá usar esse recurso. O acordo garante o pagamento do 13º ainda este ano”, afirmou.

Antes disso, porém, no próximo dia 20 haverá audiência conjunta das Comissões de Minas e Energia e de Administração Pública para discutir o PL. De acordo com o líder da Minoria, deputado Ulysses Gomes (PT), o objetivo é esclarecer pontos da proposta questionados pelo Ministério Público de Contas. A proposição já foi analisada pelas Comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Administração Pública e aguarda parecer nas Comissões de Minas e Energia e de Fiscalização Financeira e Orçamentária (FFO), antes de ir a Plenário.

Já o parcelamento dos salários ficará para 2020 e dependerá de outros projetos a serem aprovados pelo Legislativo. Da mesma maneira, outras pautas como a privatização da Codemig e as propostas do plano de recuperação fiscal também ficarão para o ano que vem.

Procurado pela reportagem, o governo de Minas informou que as informações serão tratadas hoje (12) em coletiva de imprensa.

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Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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