Crédito: BH Airport / Divulgação

Depois de registrar quedas robustas em fluxo de passageiros e número de voos, em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), aos poucos o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, localizado em Confins (Região Metropolitana de Belo Horizonte), vai retomando sua rotina e aposta em crescimento da movimentação a partir de junho.

Para o próximo mês estão previstos 885 voos domésticos, alta de 57% em relação a maio e a passagem de 50 mil viajantes pelo terminal.

Em abril foram cerca de 35 mil passageiros, enquanto eram esperados números próximos de 1 milhão. Já os voos diminuíram de uma média diária de 350 para menos de 30 por dia.

De acordo com o gestor de Conectividade e Aviação da BH Airport, concessionária que administra o aeroporto, Clayton Begido, esse aumento é apenas o início da retomada.

Segundo ele, as expectativas para os próximos meses são favoráveis e tanto companhias quanto a administradora apostam num aumento gradual.

“A intenção das companhias é encerrar 2020 com pelo menos 70% da oferta existente. Ao considerarmos o cenário e o nível atingido durante a pandemia, é um patamar promissor. As empresas estão cautelosas, esperando o achatamento da curva, mas já indicam que essa retomada maior deverá ocorrer nos próximos meses, com picos em julho e agosto”, explicou.

Conforme já publicado, a expectativa do aeroporto também é encerrar 2020 com 70% da movimentação de passageiros, prevista inicialmente para o exercício, totalizando 12,2 milhões de pessoas. Caso a estimativa se confirme, pouco mais de 8,5 milhões de pessoas terão embarcado e desembarcado no terminal no decorrer deste ano.

“Com os 885 voos domésticos previstos para o mês que vem, o aeroporto volta a ter 10% das operações que tinha no período anterior à chegada do Covid-19. Ou seja, de 5% já subimos pra 10% e logo atingiremos outro patamar”, revelou. Segundo ele, a Azul – companhia que opera o maior número de voos do aeroporto –, já fala em retomar o nível de operação pré-pandemia no terminal. De maneira complementar, sua equipe seguirá trabalhando na atração de novas rotas da Latam e da Gol.

Para o próximo mês também está previsto o retorno de duas ligações ao Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, com a volta dos voos para Brasília (DF) e Congonhas (SP). Eles se juntam a outros oito voos que já estavam ocorrendo em maio e serão mantidos em junho para: Guarulhos (SP), Campinas (SP), Santos Dumont (RJ), Vitória (ES), Montes Claros (MG), Uberlândia (MG), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).

Sobre os voos internacionais, Begido afirmou que a normalização será um pouco mais demorada. Adiantou que a Copa Air Lines já oficializou a volta das operações para agosto e que a TAP tinha previsão de reiniciar em julho, mas adiou para agosto também.

“Países da Europa e da Ásia que enfrentaram a pandemia antes do Brasil estão chegando agora a níveis de 60% ou 70% da aviação doméstica. Precisaremos ter paciência, pois vai ser uma retomada gradual”, analisou.

Cargas – Por outro lado, a movimentação de cargas acabou sendo beneficiada pela pandemia. Apenas no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte houve aumento na casa dos dígitos, conforme o gestor de Conectividade e Aviação da BH Airport.

Embora não tenha revelado números, ele explicou que com a restrição do transporte de passageiros e o aumento de compras pela Internet, o segmento acabou sendo beneficiado, inclusive com a participação de grandes cargas relacionadas ao combate à pandemia, como Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e máquinas e equipamentos hospitalares vindos de outros países.

Por fim, Begido ponderou que o transporte de cargas não é o core business de um aeroporto, mas que o segmento é uma das maiores apostas – senão a maior –da concessionária para o terminal localizado em Confins.

“Prova disso é a construção do primeiro aeroporto-indústria do País, um local em que as empresas poderão receber insumos, manufaturar e exportar com maiores benefícios, e que poderá colocar Minas Gerais nas principais prateleiras de investimentos do mundo”, finalizou.