Airbnb movimenta R$ 1,2 bilhão além do ‘mapa do turismo’ na economia de BH; entenda

Levantamento considera efeitos diretos e indiretos da atividade de anfitriões e hóspedes na economia da capital mineira.
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Airbnb movimenta R$ 1,2 bilhão além do ‘mapa do turismo’ na economia de BH; entenda
Foto: Divulgação/ Airbnb

A atuação do Airbnb, plataforma digital que conecta anfitriões e hóspedes, movimentou cerca de R$ 1,2 bilhão na economia de Belo Horizonte em 2025. A conclusão é de um estudo feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado pela fintech na quarta-feira (19).

Movimentação do Airbnb em BH em 2025

  • R$ 708 milhões de contribuição para o PIB;
  • R$ 360 milhões em renda;
  • R$ 112 milhões em arrecadação de tributos.
  • Total: R$ 1,18 milhões

Além disso, a empresa também sustentou aproximadamente 8 mil postos de trabalho ao longo do ano passado, considerando efeitos diretos e indiretos, em ocupações que existem tanto no atendimento ao visitante quanto nos fornecedores acionados por esse gasto.

“O resultado acompanha um momento de maior circulação de visitantes na cidade. Da gastronomia reconhecida nacionalmente aos festivais, aos grandes shows e a um Carnaval que cresce a cada ano, Belo Horizonte reúne atrações espalhadas pelos bairros e uma rede de pequenos negócios que depende desse fluxo”, informou o Airbnb, em nota.

Por onde circula o dinheiro: pequenos negócios se beneficiam

A plataforma declara que a movimentação financeira não está restrita à acomodação. O estudo, feito pela primeira vez pela FGV com recorte para a capital mineira, considera impactos diretos, ligados ao gasto de hóspedes e anfitriões, e indiretos, gerados na cadeia de fornecedores. É por esse segundo caminho que setores como alimentação, transporte e comércio entram na conta.

Segundo dados apurados pelo Airbnb com os hóspedes em 2025, o gasto do visitante começa na acomodação, mas segue pelo bairro, já que, muitas vezes, o hóspede indica ao cliente localidades próximas. Veja os dados:

  • 95% dos anfitriões recomendaram restaurantes ou cafés da região a seus hóspedes;
  • 80% sugeriram parques e atividades ao ar livre;
  • 40% indicaram lojas locais.

“Pelo Airbnb, além dos bairros mais conhecidos, Belo Horizonte também recebe visitantes em regiões que não estavam no mapa do turismo, e isso muda quem ganha com a viagem. O estudo da FGV mostra que esse dinheiro chega a pequenos negócios de rua e a moradores que abrem suas casas”, afirma a diretora-geral do Airbnb para a América do Sul, Fiamma Zarife.

Ainda conforme a plataforma, esse movimento ajuda a distribuir os benefícios das viagens por diferentes regiões da cidade. Ao ampliar as opções de acomodação, o Airbnb também faz com que mais visitantes conheçam bairros além dos roteiros tradicionais, impulsionando restaurantes, cafés, comércio e outros pequenos negócios.

Por fim, o dinheiro movimentado, segundo o Airbnb, cumpre o papel principal de remunerar os donos de imóveis: em pesquisa feita pela própria empresa, anotou-se que cerca de 70% dos anfitriões afirmam que essa renda os ajudou a continuar morando em suas casas no último ano.

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Estudo seguiu metodologia de insumo-produto

O estudo “Airbnb: Impactos e Benefícios Econômicos no Brasil” foi elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) com a metodologia de insumo-produto, que mede como um gasto em um setor puxa outros setores da economia.

Na prática, a FGV soma impactos diretos (gastos efetivos de hóspedes e de anfitriões) e impactos indiretos, que são as compras geradas na cadeia produtiva por causa desses gastos, usando matrizes específicas por estado e por cidade para refletir as particularidades locais.

Para analisar rendimentos, a FGV combinou dados do Airbnb e da PNAD Contínua/IBGE, fez a conversão de moeda e manteve as séries em valores nominais em reais (sem correção por inflação).

Sobre o autor

Anderson Rocha

Repórter multimídia do Diário do Comércio desde 2025. Graduado em Jornalismo e pós-graduado em Comunicação Digital pela PUC Minas. Vencedor dos prêmios CNJ, Mercantil, Sebrae, CDL/BH e CBN de Jornalismo.

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