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Economia

Alta do diesel impacta o transporte de carga e de passageiros em MG

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Crédito: Alisson J. Silva/Arquivo DC

Sandra Carvalho

O otimismo com o qual o setor transportador em Minas Gerais começou este ano – devido ao início da vacinação no País e à esperança de um possível controle da pandemia de coronavírus, – não se sustenta após os dois primeiros meses de 2021.

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Para além da questão da Covid, o setor vem enfrentando dificuldades com as sucessivas oscilações do preço do combustível, entre outros fatores. Com o novo aumento nos combustíveis anunciado ontem pela Petrobras, o óleo diesel já acumula alta 41,5% no ano.

Diante desse cenário, representantes de empresas de transporte de cargas e passageiros reveem suas expectativas e já esperam um 2021 bem difícil.

“Trabalhamos com previsibilidade do frete. Mas com os aumentos frequentes do diesel, isso se torna inviável. Muitas vezes, ao planejar a ida de uma carga, fica complicado saber quais serão os custos da volta. Os prejuízos têm sido grandes e a queda do faturamento, certeira”, avalia o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística de Minas Gerais (Setcemg), Gladstone Viana Diniz Lobato.

Segundo ele, a grande esperança do setor hoje é a troca da presidência e diretoria da Petrobras, como foi anunciada pelo governo federal na semana passada, e, com isso, uma possível mudança na política de preços de combustíveis, que atualmente segue a cotação internacional do petróleo.

“Do jeito que está a gestão do preço do combustível, paralelamente aos prejuízos já causados com a pandemia, o cenário está muito ruim. Sabemos que o governo tem boa vontade em acertar e sinalizou isso ao trocar a presidência da estatal”, disse.

Para Lobato, a isenção do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) por 60 dias, anunciada pela Presidência da República não resolve o problema. “É um pequeno alívio num prazo muito curto, e após muito prejuízo. Depois dos 60 dias, volta tudo ao que era”.

Ele também ressaltou a importância de uma resposta mais rápida do governo de Minas Gerais em relação a uma possível redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) nos combustíveis.

O presidente do Setcemg acrescentou que a falta de peças e de manutenção é outro problema que vem causando insegurança no setor desde o ano passado e persiste nestes primeiros meses de 2021.

“Com a redução da produção de algumas indústrias e a alta do dólar, que favorece as exportações, há peças que demoram até seis meses para chegar. Ficar com veículos parados é um grande prejuízo”, acrescentou Lobato.

Passageiros

No caso do transporte público de passageiros em Minas, que acumula um déficit de R$ 143 milhões desde o início da pandemia, as altas no combustível também têm causado grandes prejuízos, segundo dados da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros de Minas Gerais (Fetram).

“Somente no transporte intermunicipal de passageiros na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o custo do diesel na planilha representa 23% da composição dos custos. Considerando só este ano, o reflexo dos aumentos do diesel no custo das passagens já é 5,4%.”, explicou o presidente da Fetram, Rubens Lessa.

Segundo a entidade, diante dos reajustes, torna-se necessária uma recomposição nos preços das tarifas – o que ocorre anualmente. “Esse reajuste não pode ser repassado somente para a população. É preciso que o poder público crie formas de custeio, com subsídios para o setor”, ressaltou Lessa.

E, por fim, ele acrescentou que a baixa demanda pelo transporte de passageiros causada pela pandemia e o fim dos programas de auxílio do governo federal no pagamento de salários dos colaboradores contribuem para a piora nas expectativas em relação a 2021.

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