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Alta nos preços dos alimentos impacta os bares e restaurantes

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de Janeiro 10/09/2020 | Crédito: REUTERS/Pilar Olivares

Daniel Vilela

Bares, restaurantes e hotéis estão entre os negócios mais impactados pela pandemia da Covid-19. Após meses de fechamento do comércio, restrições e queda no turismo, empresários tentam recuperar parte do prejuízo acumulado em 2020, mas um novo desafio tem dificultado ainda mais essa reação: a alta dos preços dos alimentos.

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Arroz, óleo de soja e proteínas se tornaram os vilões na lista de supermercado das famílias brasileiras e também para os empresários do setor hoteleiro e de bares e restaurantes. Neste mês de novembro, a prévia do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) registrada na Região Metropolitana de Belo Horizonte foi a segunda maior do País, indicando aumento de 1,01%. O grupo de alimentação e bebidas apresentou a maior alta: 2,47%.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em outubro, o óleo de soja apresentou aumento de 27,54%, o preço do arroz subiu 17,98% e as carnes tiveram uma variação positiva de 4,53%.

“Os bares e restaurantes são diferentes dos supermercados, que conseguem repassar os aumentos ao consumidor rapidamente”, explica o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais, Matheus Daniel. Segundo o empresário, bares e restaurantes possuem custos maiores para repassar aumentos, como gastos com a reimpressão de cardápios, por exemplo.

Entre outras dificuldades para repassar aos clientes os aumentos nos custos, bares e restaurantes enfrentam a baixa procura. “Estamos faturando cerca de 50% do habitual. O comércio ganha em escala, somente depois de atingirmos o ponto de equilíbrio é que conseguimos ter lucro”, pontua Matheus Daniel.

“Quando se fala em aumento nos preços dos alimentos, as pessoas não se dão conta do quanto isso impacta a atividade hoteleira”, chama atenção a diretora da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG), Pollyanna Mendes.

“É muito complicado, a maioria dos hotéis tem café da manhã ou ainda restaurante próprio. Os preços vêm subindo de forma muito significativa. É aumento de custos e praticamente nenhum aumento de receita”, lamenta. Segundo a diretora, os empresários  do setor estão evitando repassar os custos aos consumidores com receio de diminuir ainda mais a quantidade de hóspedes.

“Estamos em recuperação, recuperamos cerca de 30% do que foi perdido desde março. Ainda está complicado, temos custos fixos muito altos com manutenção e mão de obra”, complementa Pollyanna. A diretora da Abih-MG conta que muitos estabelecimentos estão planejando melhor seus cardápios para diminuir os custos com alimentos. “Mas muitos não conseguem fazer isso por terem um cardápio fixo, já determinado pela matriz”, explica.

Alta transitória – Para o economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio-MG), Guilherme Almeida, o aumento do preço dos alimentos costuma ser transitório. Entre os fatores que elevaram os preços de produtos como o arroz, o óleo de soja e as carnes, o economista cita o crescimento da demanda no mercado interno, a desvalorização do real, que incentiva as exportações, e a redução da área plantada de algumas culturas.

“Teremos uma oferta maior provavelmente no início de 2021, mas, até o fim do ano, vamos conviver com isso”, afirma Guilherme.

Sobre os desafios enfrentados pelo setor hoteleiro e de bares e restaurantes, Pollyanna Mendes diz que, no momento, os empresários estão absorvendo os custos uma vez que os mercados ainda estão desaquecidos, mas que eventualmente esse repasse terá que ser feito.

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