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Anglo American vai elevar a sua produção de minério

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A capacidade nominal da planta da Anglo American em Minas, de 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro, deverá ser atingida em 2022 | Crédito: Divulgação

A mineradora Anglo American vai investir entre US$ 200 milhões e US$ 250 milhões no sistema Minas-Rio, em Conceição do Mato Dentro, no Médio Espinhaço, neste exercício.

Os investimentos integram o pacote de US$ 1 bilhão da fase 3 do projeto e visam à operação e manutenção do projeto, bem como melhorias em segurança e o aumento da produção.

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As informações são do CEO da subsidiária brasileira, Wilfred Bruijn, que, apesar das incertezas que ainda pairam sobre o cenário econômico mundial e nacional devido à pandemia de Covid-19, estima um 2021 ainda de forte demanda tanto pelo minério de ferro, quanto pelo níquel, cujas operações concentram-se no estado de Goiás.

“Temos percebido, principalmente a partir do segundo semestre do ano passado, um incremento global das commodities, não apenas nas da Anglo American. No caso específico do minério de ferro, a China continua sendo o grande motor e o nosso produto possui o atrativo do teor elevado (67%) baixas impurezas. Por isso, vislumbramos, pelo menos, um primeiro semestre com demanda bastante elevada”, estimou.

Em termos de produção, Bruijn disse que a expectativa para este exercício é de aumento de 5% sobre o ano anterior, mesmo com tantas intempéries. Em 2020, a Anglo American produziu 24 milhões de toneladas de minério de ferro no sistema Minas-Rio, alta de 4% em relação ao produzido em 2019. Assim, em 2021, a produção deverá ser superior a 25 milhões de toneladas.

Já para 2022, a capacidade nominal da planta, de 26,5 milhões de toneladas, deverá ser atingida. “Os investimentos deste exercício contemplam o aumento da produtividade e contribuem para a expectativa de adicionarmos volumes à produção”, revelou.




O sistema Minas-Rio conta com uma mina e uma planta de beneficiamento no Estado e um mineroduto de 529 quilômetros de extensão que vai até o Porto de Açu, no Rio de Janeiro.

Minas-Rio conta com uma mina e uma planta de beneficiamento no Estado e um mineroduto | Crédito: Flavia Valsani

Balanço

Na última semana, a companhia divulgou o resultado financeiro de 2020, em que o grupo atingiu US$ 9,8 bilhões no Ebitda (lucro líquido antes do Imposto de Renda, contribuição social, despesas financeiras líquidas, despesas de depreciação e amortização), número que representa uma pequena queda de 2% na comparação ao resultado de 2019.

Apenas no Minas-Rio, o resultado dos negócios proporcionou um aumento de 60% no Ebitda, o que corresponde a US$ 1,8 bilhão – contra US$ 1,1 bilhão em 2019. Segundo a companhia, esse balanço positivo é reflexo do aumento do preço do minério de ferro no período e do crescimento da produção alinhado ao aumento da estabilidade operacional e do foco contínuo no controle dos custos, além da desvalorização do real frente ao dólar.

Já a Unidade de Negócio Níquel obteve aumento de 8%, com US$ 206 milhões (US$ 191 milhões em 2019), beneficiando-se de melhorias e estabilidade operacionais, disciplina de custos e movimentos cambiais favoráveis, parcialmente compensados pelo menor preço realizado do níquel, principalmente na primeira metade do ano.

Valorização de commodities pode beneficiar Vale

São Paulo – As ações da Vale devem se beneficiar com um ciclo positivo para os preços das commodities, disseram analistas do banco BTG Pactual, que aumentaram o preço-alvo para os papéis da companhia e reiteraram recomendação de compra.

A equipe do BTG para metais e mineração na América Latina ainda elevou projeções sobre os preços do minério de ferro, principal produto da mineradora brasileira, de acordo com relatório com data de segunda-feira.




“Nós estamos agora projetando uma curva do minério de ferro a US$ 140/tonelada em 2021 (de US$ 130 /t antes), US$ 110/tonelada em 2022 (de US$ 100 antes), US$ 100 /t para 2023 (de US$ 85/t) e US$ 85/t em 2024 (de US$ 70/t), com um preço real de longo prazo de US$ 70 (inalterado)”, escreveram.

O preço-alvo para as ações da Vale foi elevado para US$ 27, de US$ 21 anteriormente, segundo o relatório.

Na semana passada, a agência de classificação de risco Fitch Ratings já havia revisado para cima premissas quanto aos preços de diversos metais neste e nos próximos anos, incluindo para o minério de ferro, cuja projeção para 2021 foi elevada em quase 70%.

“Após fortes resultados do quarto trimestre e um ciclo mais positivo para os preços das commodities, nós elevamos nossas estimativas para a companhia mais uma vez (pela quinta vez em um ano?)”, destacaram os analistas do BTG.

A Vale teve lucro líquido de US$ 739 milhões no quarto trimestre, ante prejuízo líquido de US$ 1,56 bilhão um ano antes, refletindo um histórico desempenho da unidade de ferrosos devido aos maiores preços.

Com base nesses resultados e no cenário de preços fortes para o minério de ferro, o BTG ainda elevou entre 15% e 20% a projeção para a geração de caixa operacional da Vale, estimando que o Ebitda deve atingir US$ 35 bilhões em 2021.

Os analistas ainda projetam que a Vale deve pagar cerca de US$ 8 bilhões em dividendos totais no segundo semestre, incluindo US$ 3 bilhões em proventos extraordinários, o que levaria a um total de US$ 12 bilhões para o ano completo.

Ainda assim, a companhia poderia fechar 2021 com US$ 6 bilhões em caixa, acrescentaram.

De outro lado, os analistas do BTG ressaltaram que a Vale teve sucesso em endereçar temas de preocupações para os acionistas nos últimos meses, após a empresa ter fechado um acordo global com o governo de Minas Gerais envolvendo R$ 37,69 bilhões em compensações pelo desastre de Brumadinho, que envolveu rompimento de uma barragem da companhia em janeiro de 2019.

Para eles, as ações da Vale têm sido negociadas com “desconto excessivo” ante mineradoras rivais, de cerca de 50%, contra um nível “justo” de 15% a 20%. (Reuters)

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