Arrecadação estadual registra alta de 5,62% e atinge R$ 5,3 bi

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Arrecadação estadual registra alta de 5,62% e atinge R$ 5,3 bi
Crédito: Arquivo DC

A arrecadação de Minas Gerais somou R$ 5,355 bilhões em setembro, elevação de 5,62% sobre o montante apurado em agosto (R$ 5,07 bilhões). O número também representa a segunda alta consecutiva sobre setembro de 2019, que chegou a R$ 5,099 bilhões (5%). Desde abril, o Estado vinha apresentando retração nas receitas, em função das medidas de distanciamento social em combate ao coronavírus.

Mesmo assim, quando considerado o acumulado do ano, os dados da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) ainda indicam retração na comparação com a mesma época de 2019. De janeiro a setembro daquele ano, os cofres públicos mineiros recolheram R$ 48,212 bilhões, enquanto nos mesmos meses deste exercício, o montante chegou a R$ 46,7 bilhões. Retração de 3,13%.

Acrescida a inflação oficial do País no período – medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) -, que foi de 1,34%, o recolhimento no Estado caiu, em termos reais, 4,47% de janeiro a setembro de 2020.

A baixa confirma a tendência de um rombo grande nos cofres públicos em 2020. Estimativas da equipe de Romeu Zema (Novo) dão conta de um déficit próximo a R$ 20 bilhões nas receitas de Minas Gerais neste ano. O valor estimado antes da pandemia era de R$ 13,3 bilhões, conforme a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Já para o próximo exercício, ainda em função dos efeitos da crise econômica causada pelas medidas de distanciamento social, a projeção do governo de Minas, conforme o projeto da LOA encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) no fim do mês passado, é de um déficit de R$ 16,2 bilhões.

Quanto à arrecadação de 2020 até setembro, apenas o pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), o mais representativo, totalizou R$ 4,719 bilhões no mês passado, com aumento de 6,5% em relação a junho (R$ 4,430 bilhões). Na comparação com igual época de 2019 (R$ 4,398 bilhões) a alta foi de 7,2%.

De janeiro a setembro, a arrecadação do ICMS no Estado somou R$ 36,725 bilhões. Em relação à receita do imposto no mesmo período um ano antes (R$ 37,603 bilhões) houve recuo de 2,33%. Considerado o IPCA, o resultado real foi -3,67%.

A receita tributária chegou a R$ 5,119 bilhões no mês passado, 5,9% maior do que o montante mês imediatamente anterior (R$ 4,833 bilhões) e 7,22% superior aos R$ 4,774 bilhões de 2019.

Já quando considerado o acumulado dos nove meses transcorridos deste ano, o recolhimento de receita tributária do Estado chegou a R$ 44,556 bilhões. Em relação ao valor recolhido com tributos em igual período um ano antes houve baixa de 2,14%. Na mesma época de 2019 o valor foi de R$ 45,534 bilhões.

O pagamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) foi de R$ 123 milhões em setembro. Sobre o valor recolhido no mês anterior (R$ 140 milhões) foi registrada queda de 12%, conforme as informações da SEF. Em relação a igual período de 2019 houve alta de 12%. Os recolhimentos do imposto somaram R$ 109 milhões um exercício antes.

Assim, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, o recolhimento do IPVA gerou receita de R$ 5,339 bilhões. O montante é 2,1% maior que o montante dos mesmos meses do ano anterior: R$ 5,225 bilhões.

Sobre o autor

Mara Bianchetti

Editora do Diário do Comércio. Graduada em Jornalismo pela Newton Paiva, com especialização em Jornalismo em Ambientes Digitais pelo UniBH. Premiada entre os jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças. LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/marabianchetti/

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